- A União Europeia enfrenta queda de competitividade frente aos Estados Unidos e à China, com a guerra na Ucrânia e tensões com a administração Trump levando a um cenário de incerteza.
- Propostas em debate visam reforçar a defesa europeia com até vinte mil tropas atrás das linhas na Ucrânia, além de um escudo aéreo de até cento e cinquenta aeronaves e maior autonomia de segurança.
- Também se discute usar ativos russos congelados para financiar a reconstrução da Ucrânia e o gasto militar a longo prazo da União Europeia.
- A UE busca avançar em parcerias comerciais, com negociações sobre um acordo com Mercosul, e reduzir burocracia para tornar o bloco mais ágil.
- Críticos dizem que a Europa precisa agir com mais rapidez e unidade, sob risco de perder influência geopolítica, pois depende de apoio externo para garantir segurança e soberania.
Europa discute medidas para elevar sua autonomia em defesa, com propostas de reforço militar e uso de ativos rusos congelados, em meio a tensões com EUA, China e o conflito na Ucrânia.
Entre as ideias em debate, destacam-se o envio de até 20 mil soldados europeus atrás das linhas ucranianas, a criação de um escudo aéreo com até 150 aeronaves e o aproveitamento de recursos financeiros congelados para reconstrução e apoio militar. A estratégia visa reduzir dependências históricas.
O tema ganhou força após discussões sobre a guerra na Ucrânia, com a necessidade de uma resposta mais autônoma da UE frente a pressões externas. Analistas apontam que o bloqueio de ativos russos poderia financiar projetos de defesa e resiliência europeia.
A forte volatilidade na política externa dos EUA, aliada a incertezas com a China, aumenta a pressão para uma política de segurança mais coordenada entre os 27 membros. A Comissão Europeia tem enfatizado a importância de ações rápidas.
Especialistas destacam que debates vão além do gasto militar, englobando simplificação regulatória, indústria europeia e proteção de investimentos. O objetivo é evitar uma dependência estratégica de terceiros e reforçar a soberania.
Em diálogo com fontes da UE, alguns reformuladores defendem uma resposta prática, com forças de reaseguro no território ucraniano e presença europeia mais concreta para sustentar qualquer acordo de paz.