- O papa León XIV chegou ao Líbano, com discurso público relembrando apoio público de longas datas à solução de dois Estados para Israel e Palestina.
- Ao aterrissar em Beirute, ele percorreu a cidade até o palácio presidencial, em meio a multidões e chuva, em papamóvel pela primeira vez em viagem.
- Hezbollah e Israel sinalizaram pausa na hostilidade durante a visita; o Vaticano reiterou o papel de mediador entre as partes.
- Turquía é destacada como mediadora, com o papa destacando que o país pode contribuir para o diálogo e apontando uma possível reunião em Jerusalém em 2033.
- Durante o voo de Estambul a Beirute, o papa mencionou a busca por reconciliação e reforçou o papel da Turquia na mediação, em meio a reflexões sobre Gaza e a paz no Líbano.
O Papa Leão XIV chegou ao Líbano neste domingo, vindo de Istambul, com uma mensagem clara para Israel. A Santa Sé reafirmou publicamente apoiar há anos a solução de dois Estados, vendo-a como a única saída para o conflito com a Palestina.
Ao desembarcar em Beirute por volta das 15h30 locais, o Pontífice percorreu a cidade até o palácio presidencial, em papamóvel de vidro pela primeira vez em um viagem. Milhares o aplaudiram, entre jovens e crianças, sob chuva.
Em tom humano, Leão XIV pediu construção de paz e mencionou que Libaneses enfrentam violência, crises econômicas e guerras. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu que o Papa compartilhe com o mundo a mensagem de perseverança.
O papel de mediadores e a resposta de atores
A visita trouxe sinais de pausa na hostilidade: mensagens de Hezbolá e de Israel indicaram aceno de trégua durante a estada papal. Turquia foi destacada como mediadora e o Papa elogiou o papel de Ankara para o diálogo, incluindo ações na Ucrânia.
Durante o voo anterior, o Papa mencionou que Turquia pode ajudar na paz e que a situação em Gaza permanece sob análise da Santa Sé. O chanceler de Erdogan é visto como veículo para propostas concretas de cessar-fogo.
Desdobramentos internacionais
No encontro de quinta-feira com Erdogan, Leão XIV tratou da Gaza, mantendo alinhamento com a posição vaticana. A observação sobre Jerusalém deixou aberta a possibilidade de encontros futuros, com previsão de 2033 para uma reunião em solo sagrado.