- O conflito no Iêmen, já há mais de uma década, teve Houthis no controle de Sanaa e do norte, com a coalizão liderada pela Arábia Saudita tentando restaurar o governo reconhecido de Hadi.
- Em dezembro de 2025, o Conselho de Transição do Sul (STC), apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, lançou ofensiva que avançou por Hadramout e Al Mahra, tomando áreas significativas.
- A ofensiva empurrou as linhas do STC até as fronteiras da Arábia Saudita, indicando aprofundamento da fragmentação regional e desafio ao peso do governo de Riyadh.
- O STC, embora parte da coalizão liderada pela Arábia Saudita, defende autogoverno para o sul desde 2020, gerando tensões dentro da aliança.
- O governo reconhecido internacionalmente, ligado ao Conselho de Liderança Presidencial, mantém controle cada vez mais restrito e depende de apoio aéreo saudita.
O Conselho de Transição do Sul (STC) lançou em dezembro de 2025 uma ofensiva que arrancou grandes áreas de Hadramout e Al Mahra, no sul do Iêmen, avançando até as fronteiras da Arábia Saudita. A ação ampliou a fragmentação regional e desafiou a influência do governo reconhecido em Riyad. A ofensiva ocorre em meio a décadas de conflito entre forças locais e o eixo Houthi.
O STC, apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, busca autonomia sulista e, desde 2020, opera dentro de um espectro de cooperação tática com a coalizão liderada pela Arábia Saudita. A ofensiva de dezembro intensifica tensões entre o STC e o governo central, que mantém a liderança de Al-Alimi sob a égide saudita.
O conflito no Iêmen envolve várias partes: os Houthis controlam Sanaa e parte do norte; a coalizão liderada pela Arábia Saudita busca restaurar o governo de Hadi; EUA e Reino Unido já estiveram envolvidos de forma estratégica. A nova ofensiva amplia rupturas dentro da coalizão regional.
Entre locais afetados, Hadramout e Al Mahra registraram avanços do STC que deslocaram forças do governo reconhecido e desalojaram unidades militares. Os confrontos complicam ainda mais a já grave crise humanitária no país.
O governo reconhecido, institucionalmente liderado por Rashad al-Alimi, vê sua influência fortemente limitada após a ofensiva. A presença de forças apoiadas pela coalizão aponta para dependência de apoio aéreo e logístico para manter zonas sob controle.
O STC alega que a ação visa garantir auto-gestão no sul e salvaguardar interesses regionais. Analistas destacam que o movimento pode recalibrar alianças e ampliar a pressão sobre Riyad, que tenta manter a unidade anti-Houthi.
Sob a perspectiva humanitária, a escalada aumenta o deslocamento de civis e agrava a crise já existente no Yemen. Organizações internacionais alertam para a necessidade de acesso a ajuda humanitária e proteção de moradores das áreas atingidas.
Mudanças de alianças e impactos regionais
A ofensiva evidencia a fragmentação da coalizão liderada pela Arábia Saudita. A atuação do STC, com apoio UAE, sinaliza uma nova configuração de poder no sul do Yemen, com efeitos potenciais para negociações futuras.
Contexto estratégico
Analistas ressaltam que o avanço até a fronteira com a Arábia Saudita pode alterar cenários de segurança na região do Golfo e influenciar a dinâmica entre Riyad, Abu Dhabi e outros atores externos.
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