- O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou apoiar protestos no Irã caso forças de segurança ataquem manifestantes, em meio aos tumultos que já deixaram mortos.
- Autoridades iranianas, incluindo Ali Larijani, advertiram que interferência estrangeira destabilizaria toda a região.
- Os confrontos entre manifestantes e segurança já resultaram em mortes em várias províncias, com foco em Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari, e houve detenções.
- Os protestos são os maiores em três anos, desencadeados pela inflação e pela crise econômica; o presidente Masoud Pezeshkian pediu diálogo com líderes do movimento.
- Grupos de direitos humanos e a Hengaw reportaram dezenas de detenções e mortes, enquanto autoridades locais prometem tolerância zero com ações ilegais.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que pode ajudar os manifestantes iranianos caso as forças de segurança ataquem as pessoas. A declaração ocorreu durante um episódio de protestos que já deixou mortos e feridos em várias províncias do Irã.
Autoridades iranianas alertaram contra qualquer interferência externa e afirmaram que a destabilização do Irã afetaria toda a região. O governo ressaltou que continua monitorando as manifestações e adotando medidas para manter a ordem pública.
Relatos de agências estatais e grupos de direitos humanos indicam que há detenções e mortes em várias províncias, incluindo Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari. O Hengaw informou dezenas de detenções, entre elas de pessoas de minorias étnicas.
Progresso dos protestos e resposta oficial
Polícia e forças de segurança declararam ter agido para dispersar concentrações não autorizadas. O governo informa que algumas ações ocorreram em meio a confrontos com manifestantes, com números de vítimas ainda sendo checados pelas autoridades.
Em Lorestan, autoridades judiciais prometeram tolerância zero a ações ilegais que ameacem a ordem pública. Em Chaharmahal e Bakhtiari, também houve registros de confrontos e relatos de fatalidades locais.
O governo iraniano, sob o presidente Masoud Pezeshkian, tem enfatizado diálogo para enfrentar o custo de vida, enquanto implementa um conjunto de reformas econômicas. A volatilidade cambial e sanções ocidentais ampliam a pressão sobre a população.
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