- A Emirados Árabes Unidos disse estar preocupado com a escalada em Yemen após forças do governo, apoiadas pela Arábia Saudita, invadirem áreas tomadas no mês anterior por separatistas apoiados pelos Emirados, buscando independência.
- OSTC (Conselho Transicional do Sul) anunciou planos de realizar um referendo de independência em dois anos, à medida que suas forças eram expulsas de áreas importantes que haviam tomado.
- Forças apoiadas pela Arábia Saudita afirmaram ter assumido controle de locais-chave em Hadramout; testemunhas disseram que entraram na capital da região, Mukalla.
- O conflito atraiu atenção internacional por dividir a aliança liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados, que ficou sob tensão desde o início do mês.
- O líder do Conselho Soberano Presidencial, Rashad al-Alimi, pediu a Arábia Saudita a mediação de um fórum para resolver a questão sulista e buscar união entre facções do sul.
A UAE expressou nesta sábado preocupação com a escalada na crise yemenita, após forças apoiadas pela Arábia Saudita terem avançado sobre áreas tomadas, no mês passado, por separatistas do sul apoiados pelos Emirados. O movimento ocorre em meio a um confronto entre forças reconhecidas internacionalmente pelo governo no poder e o grupo Houthi, apoiado pelo Irã.
OST, o Conselho de Transição do Sul (STC), apoiado pelos Emirados, anunciou a intenção de realizar um referendo sobre independência em dois anos, enquanto suas forças foram expulsas de áreas estratégicamente importantes que haviam tomado recentemente. A fala ocorreu enquanto a região vive uma rápida mudança de cenário político e militar.
Esforços de mediação parecem prioritários, com Rashad al-Alimi solicitando a Arábia Saudita que hospede um fórum para resolver a questão sulista, buscando unir facções da região. O governo reconhecido deslocou-se para a Arábia Saudita, caso visto como uma resposta às ações do STC, que reforça o risco de ruptura na coalizão regional.
Na sexta-feira, forças apoiadas pela Arábia Saudita afirmaram ter tomado controle de pontos-chave em Hadramout; no sábado, testemunhas relataram entrada em partes da capital Mukalla. Hadramout fica próximo à fronteira com a Arábia Saudita e é vital estrategicamente por sua posição no litoral e desertos da região.
A crise já provoca a maior fissura entre aliados próximos desde décadas, com dúvidas sobre o alinhamento entre Riad e Abu Dhabi. O choque chega em meio a uma reunião de Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC), que ocorre entre os dois países para discutir políticas de produção.
Até o momento, o governo reconhecido e o STC divergem sobre o status do sul do país, com o STC defendendo a separação e um eventual referendo. Enquanto isso, operações militares e deslocamentos humanos seguem ocorrendo na região, aumentando a complexidade do cenário Yemen.
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