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Presidente cubano denuncia ‘terrorismo de Estado’ contra a Venezuela

Presidente cubano denuncia 'terrorismo de Estado' dos EUA contra Venezuela; perda de petróleo agrava crise energética em Cuba e tensões diplomáticas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Cuban President Miguel Diaz-Canel attends a plenary session of the Eurasian Economic Forum in Minsk
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  • O presidente cubano Miguel Díaz-Canel condenou, em Havana, os ataques dos EUA à Venezuela durante ato com milhares de pessoas em frente à Embaixada dos EUA.
  • Ele afirmou que é uma violação do direito internacional, caracterizando a ação como agressão militar a uma nação pacífica.
  • Venezuela fornece cerca de 30% do petróleo de Cuba, em troca de milhares de profissionais de saúde que atuam no país.
  • Analistas dizem que a perda desse petróleo devastaria a já frágil rede elétrica cubana.
  • Em entrevista à New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não cogita uma ação militar adicional contra Cuba, em meio a uma crise de seis anos associada às sanções.

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, denunciou neste sábado ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela e a suposta captura do presidente venezuelano, durante ato com milhares de moradores de Havana em frente à Embaixada dos EUA. O que aconteceu ocorreu neste fim de semana, na capital cubana, com participação de pessoas em apoio à Venezuela.

O chefe de Estado cubano afirmou tratar-se de violação grave do direito internacional, descrevendo a atuação militar como agressão a uma nação pacífica e sem ameaça aos EUA. A fala ocorreu durante o protesto em 3 de janeiro.

Apoio e dependência energética

Venezuela é apontada como fornecedora de cerca de 30% do petróleo de Cuba, em meio a importações já limitadas, em troca de milhares de profissionais médicos que trabalham no país sul-americano. Analistas alertam que a perda de esse abastecimento poderia impactar a rede elétrica cubana já fragilizada.

Reação interna e contexto econômico

Milhares de cubanos expressaram preocupação com familiares que atuam na Venezuela. O Ministério da Saúde cubano divulgou que esses profissionais estão “bem protegidos” no país vizinho. Em entrevista à New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que não considera ação militar adicional contra Cuba, afirmando que a ilha poderia entrar em colapso por conta própria.

A crise econômica de Cuba persiste há seis anos, com queda de ao menos 15% no crescimento, segundo o governo. O país enfrenta escassez de itens básicos, inflação alta, serviços deteriorados e frequentes interrupções de energia. O governo atribui a dificuldade, em parte, às sanções dos EUA iniciadas na gestão de Donald Trump.

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