- O regime militarizado de Mianmar anunciará a libertação de 6.186 prisioneiros por meio de anistia no Dia da Independência, informou a televisão estatal neste sábado.
- Entre os liberados há 52 estrangeiros, segundo a emissora estatal MRTV.
- Além disso, as penas serão reduzidas em um sexto, em todo o país, com exceção de crimes graves como assassinato, estupro, terrorismo, corrupção e crimes relacionados a armas ou drogas.
- Ainda não ficou claro se haverá libertação de prisioneiros políticos.
- O país vive turbulência desde o golpe de 2021, que derrubou o governo eleito de Aung San Suu Kyi, com mais de 30 mil detidos por razões políticas e milhões deslocados pela violência.
O governo militar de Myanmar anunciou que libertará 6.186 prisioneiros em uma amnistia que marca o Dia da Independência, informou a MRTV, veículo estatal. O gesto é apresentado como uma medida humanitária, incluindo também 52 estrangeiros.
A decisão reduz as penas em um sexto em todo o país, com exceção de crimes graves como murder, estupro, terrorismo, corrupção e delitos relacionados a armas ou drogas. Não ficou claro se presos políticos seriam liberados nessa iniciativa.
Ainda não há confirmação sobre a libertação de detentos políticos específicos. O país permanece em crise desde o golpe de 2021, que derrubou o governo eleito de Aung San Suu Kyi e desencadeou repressão e violência generalizadas.
Contexto e impacto
Mais de 30 mil pessoas são detidas por razões políticas desde o golpe, segundo a Associação de Prisões Políticas. Conflitos entre forças militares, grupos insurgentes e etnias diversas persistem, gerando deslocamentos de cerca de 3,6 milhões de pessoas.
A primeira rodada das eleições desde 2020 ocorreu no fim de semana, em meio a críticas internacionais que ressaltam a ausência de competição aberta para partidos contrários ao regime. A eleição tem sido amplamente contestada por opositores.
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