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Ataque à Venezuela pode encorajar China e Rússia, diz Emily Thornberry

A falta de condenação ocidental à intervenção dos EUA na Venezuela pode incentivar China e Rússia a agir, diz Emily Thornberry

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Thornberry, who chairs the Commons foreign affairs committee, said she feared the norms of international law could break down.
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  • Emily Thornberry, presidente da comissão de assuntos exteriores, afirma que a falta de condenação ocidental à intervenção dos EUA na Venezuela pode encorajar China e Rússia a fazerem o mesmo.
  • Maduro foi removido do poder e levado para os EUA no fim de semana; Thornberry diz que não há base legal clara e que isso estabelece um precedente perigoso.
  • O líder trabalhista Keir Starmer e o governo não condenaram a operação; o ministro do interior, Mike Tapp, disse que cabe aos EUA apresentar a base legal e que o Reino Unido ainda não tem posição.
  • Thornberry alerta que, sem condenação internacional, o direito internacional pode perder força e facilitar ações semelhantes no futuro.
  • Espera-se que o governo detalhe a resposta em declaração do secretário de Relações Exteriores, Yvette Cooper; a líder conservadora, Kemi Badenoch, afirma não condenar nem elogiar a ação.

A líder parlamentar britânica Emily Thornberry afirmou que a falta de condenação ocidental à intervenção militar dos EUA na Venezuela pode estimular China e Rússia a agirem de modo similar. A observação foi feita após o fim de semana em que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi removido e levado aos EUA.

Thornberry, presidente da comissão de assuntos estrangeiros da Câmara dos Comuns, disse que sem resposta coerente e firme, normas do direito internacional podem entrar em colapso. A frustração é de que a ação ocorreu sem repercussão proporcional de aliados.

O episódio ocorreu no fim de semana, quando Maduro foi capturado e trasladado para Nova York. A falta de condenação explícita, segundo Thornberry, pode abrir precedente para que potências endossem ações em suas respectivas esferas de influência.

O governo britânico, mas ainda sem uma posição definitiva, indicou que cabe aos EUA apresentar a base legal de suas ações. A expectativa é que o secretário de Relações Exteriores apresente um comunicado no plenário da Câmara dos Comuns.

Thornberry ainda ressaltou que a ausência de condenação pode enfraquecer o compliance com o direito internacional e tornar ações semelhantes mais aceitáveis. A parlamentar afirmou que é essencial manter normas institucionais claras.

Em comentários a veículos britânicos, a líder conservadora Kemi Badenoch disse que não condenaria nem elogia a intervenção, mantendo cautela sobre as implicações. Ela reconheceu dilemas ao lidar com regimes na região.

Reações e contexto internacional

A situação gera debate sobre o impacto na ordem global e nas relações com aliados. Observadores ressaltam a importância de respostas que fortalecem o direito internacional sem comprometer alianças estratégicas.

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