- Björk pediu publicamente independência da Groenlândia (Greenland) via Instagram, citando horror ao colonialismo e temendo que os groenlandeses passem de um colonizador a outro.
- A cantora mencionou a atuação dos EUA como ameaça de tomada da região, em meio a tensões envolvendo Dinamarca e interesses regionais.
- Greenland é território semi-autônomo da Dinamarca, com governo próprio, mas cuja defesa, relações exteriores e grande parte do orçamento seguem sob responsabilidade dinamarquesa.
- Björk destacou casos históricos sob controle dinamarquês, incluindo ações de saúde reprodutiva alegadamente coercitivas; em 2024 houve processo envolvendo 140 mulheres groenlandesas e o possível impacto de até milhares de pacientes entre 1966 e 1970.
- A mensagem encerra com apoio à independência dos groenlandeses e votos de solidariedade da vizinha Islândia.
Björk pediu publicamente independência de Groenlândia, território semi-autônomo da Dinamarca, em publicação no Instagram. Ela afirmou ter horror ao colonialismo e manifestou apoio ao movimento pela separação do país. O recado chegou após o aumento de tensões regionais envolvendo os Estados Unidos.
A cantora icelandica ligou a situação à relação entre Groenlândia e Dinamarca, destacando que, apesar de não ser mais colônia desde os anos 1950, o território depende de Dinamarca para defesa, relações exteriores e parte do orçamento. A declaração ocorreu na segunda-feira, 5 de janeiro.
A peça também relembra controvérsias ocorridas em 2024 envolvendo consentimento médico de mulheres groenlandesas, tema que acresce ao debate sobre autonomia e governança local. O texto histórico aponta que cerca de 4 mil mulheres teriam sido afetadas por práticas sem consentimento entre 1966 e 1970, segundo reportagens associadas.
Contexto e desdobramentos
Greenland é território semi-autônomo com governo próprio, mas Dinamarca continua responsável por defesa e relações exteriores, financiando parte expressiva do orçamento. A Dinamarca mantém influência regional desde o fim formal do período colonial.
Movimentos e respostas internacionais
A menção de Björk ocorre em meio a ameaças antigas de tomar Groenlândia, retomadas por figuras internacionais em cenários de rivalidade regional. A situação atual não implica mudança imediata de status, mas acende o debate sobre autodeterminação e fraturas históricas.
A ênfase do relato recai sobre o passado colonial, os laços atuais com a Dinamarca e as repercussões políticas locais. Não há confirmação de medidas oficiais anunciadas pelo governo groenlandês ou pela Dinamarca neste momento.
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