- Delcy Rodríguez, interina na presidência, foi reconhecida pela alta defesa e governou enquanto Nicolás Maduro e a esposa foram capturados e levados para Nova York, com previsão de audiência no tribunal federal em Manhattan.
- Rodríguez adotou tom conciliatório e convidou o governo dos EUA a trabalhar juntos em uma agenda de cooperação, dentro do marco do direito internacional.
- O ex-presidente Donald Trump ameaçou um segundo ataque se o governo não cooperar e afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, esteve em contato com Rodríguez.
- Trump disse que os EUA vão conduzir a Venezuela até uma transição segura e afirmou que a oposição democrática foi marginalizada.
- Autoridades venezuelanas prestaram homenagem a 32 combatentes cubanos ligados à segurança de Maduro, mortos em ataque considerado pelo governo de Caracas como resultado de ação dos EUA.
Venezuela vive uma escalada política após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York. Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência e já recebeu reconhecimento das Forças Armadas. O governo também enfrenta pressão internacional e ameaças de intervenção.
Rodríguez adotou um tom mais conciliador, convidando o governo dos EUA para trabalhar em uma agenda de cooperação. A mudança ocorre depois de Trump ter sinalizado que Maduro poderia enfrentar consequências severas se não aceitasse as condições de Washington.
A atuação de Rodríguez desde a posse tem sido marcada pela tentativa de manter a continuidade institucional enquanto o distanciamento de Maduro permanece evidente. Em Nova York, Maduro e Flores devem comparecer a audiência em tribunal federal na próxima segunda-feira.
Durante a semana, o chefe das Forças Armadas venezuelanas confirmou o reconhecimento a Rodríguez, mantendo a demanda pela libertação de Maduro e de sua esposa. A instituição ressaltou a necessidade de transição segura e legal, sem detalhar prazos.
Em resposta, Trump informou que os EUA conduzirão uma transição estável até um processo considerado justo. O governo norte-americano afirmou que agentes da região estavam em contato com Rodríguez, sem esclarecer o conteúdo das tratativas.
No domingo, autoridades venezuelanas prestaram homenagem a 32 combatentes cubanos vinculados à segurança pessoal de Maduro, mortos em atuação associada ao que classificaram como ataque criminoso dos EUA. A cerimônia reforçou o tom crítico do regime frente a potências externas.
O ministro da Defesa venezuelano, General Vladimir Padrino López, declarou que tropas norte-americanas teriam assassinado parte da escolta de Maduro e civis, sem listar nomes ou números oficiais. A imprensa internacional estimou, segundo o New York Times, dezenas de vítimas.
O cenário aponta para uma tensão entre a necessidade de normalizar a governança e a presença de ameaças externas. Autoridades venezuelanas destacam que a prioridade é uma transição que preserve legitimidade e segurança interna.
A situação segue em monitoramento com atualizações previstas sobre a evolução do processo judicial de Maduro e de sua esposa, bem como sobre ações diplomáticas entre Caracas e Washington. O conteúdo oficial enfatiza busca por paz, soberania e desenvolvimento.
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