- Nicolas Maduro, ex‑presidente da Venezuela, deve comparecer à corte federal de Manhattan na segunda-feira para enfrentar acusações de narco-terrorismo.
- A acusação afirma que ele supervisionou uma rede de tráfico de cocaína apoiada pelo Estado, ligada a cartéis como Sinaloa e Zetas, à FARC e ao Tren de Aragua.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram detidos em Brooklyn após uma operação de fim de semana realizada por forças dos EUA.
- A audiência está marcada para as 12h EST; não está claro se terão advogados ou se vão se declarar.
- Desde 2018, Maduro é considerado líder ilegítimo pelos EUA; especialistas comentam a legalidade da operação e o Conselho de Segurança da ONU deve discutir o tema.
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro deverá comparecer nesta segunda-feira à corte federal de Manhattan para enfrentar acusações de narco-terrorismo, dias após a captura dele e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação surpresa em Caracas. O comparecimento está marcado para as 12:00 (horário local) diante do juiz Alvin K. Hellerstein. A prisão ocorreu durante uma ofensiva conduzida por forças dos EUA.
As autoridades dos EUA alegam que Maduro chefiou uma rede estatal de tráfico de cocaína, com ligações a cartéis internacionais e grupos considerados terroristas pelos EUA. A acusação foi anunciada após a disseminação de novas acusações envolvendo décadas de supostos vínculos com organizações criminosas e tráfico para o mercado norte-americano.
Maduro já era considerado pelo governo dos EUA como líder ilegítimo desde a vitória contestada na eleição de 2018. A captura, ocorrida no fim de semana, levou a uma intervenção que gerou dúvidas sobre o futuro político da Venezuela e provocou reação internacional, incluindo críticas quanto à legitimidade da operação.
Acusação e andamento do caso
Procuradores indicam que Maduro exerceu influência direta sobre rotas de tráfico, uso de força militar para proteger remessas e abrigo a grupos violentos. A denuncia também afirma que autoridades próximas envolveram contrapartes estrangeiras. O Ministério Público cita ainda participação de membros da corporação militar e de redes políticas.
A denúncia aponta que, durante o período como ministro das Relações Exteriores, Maduro teria facilitado passaportes diplomáticos a traficantes e organizado cobertura para voos que transportavam dinheiro do tráfico. A expectativa é de que a defesa apresente recursos ou pedidos de adiamento enquanto investigações avançam.
Análise de especialistas em direito internacional indica que a promotoria precisa demonstrar envolvimento direto de Maduro nas operações para sustentar condenação, o que pode exigir provas robustas de decisão central. O caso ocorre em meio a controvérsias sobre a legalidade da ação norte-americana.
O desdobramento envolve ainda a reação internacional, com a Assembleia das Nações Unidas discutindo a intervenção dos EUA. Países aliados de Caracas, como Rússia e China, questionaram a atuação, enquanto outros observaram com cautela o andamento do processo judicial.
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