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Síria e Israel resumem negociações de segurança mediadas pelos EUA

Negociações de segurança entre Síria e Israel, mediadas pelos EUA, são retomadas; Síria exige retirada israelense até posições de antes de 2024 e marco de segurança recíproco

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Syrian Foreign Minister Asaad Al-Shibani attends a press conference at the Lebanese foreign ministry, in Beirut, Lebanon, October 10, 2025. REUTERS/Mohamed Azakir/File Photo
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  • As negociações entre Síria e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, foram retomadas após meses de interrupção, segundo a agência SANA.
  • A delegação síria é chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Asaad al-Shibani, e pelo chefe de Inteligência, Hussein al-Salama.
  • O objetivo é reviver o acordo de disengagement de 1974, que criou uma zona de separação monitorada pela ONU.
  • Damasco exige retirada israelense até as posições de antes de 2024 e um marco de segurança recíproco; a retirada de território após a queda de Assad é considerada linha vermelha.
  • A Síria também busca o fim de ataques aéreos israelenses e o reconhecimento de sua soberania, sem interferência em seus assuntos internos.

As negociações entre Síria e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, foram retomadas após meses de interrupção. O anúncio foi feito pela agência estatal síria SANA, nesta segunda-feira, com Damasco buscando a retirada de tropas israelenses de território ocupado após a queda de Bashar al-Assad.

Segundo a SANA, a delegação síria é chefiada pelo chanceler Asaad al-Shibani e pelo chefe de Inteligência Hussein al-Salama. O objetivo é reavivar o acordo de disengagement de 1974, com a Monitoração da ONU para manter a zona de neutralização entre os dois países.

A retomada ocorre em meio a esforços de restaurar direitos nacionais considerados inegociáveis por Damasco, afirmou a agência. O processo visa, ainda, um marco de segurança recíproco que garanta soberania síria e não permita interferência em assuntos internos.

Contexto e condições de diálogo

A Síria exige a retirada israelense até as posições anteriores a 2024 e busca um mecanismo de segurança que garanta não intervenção externa. A fonte oficial citada pela Reuters ressaltou que a retirada gradual de tropas israelenses é discutida, mas permanece condicionada a avanços no acordo de segurança.

No último mês, uma autoridade síria informou que as negociações estavam emperradas desde outubro, mas poderia haver virada após reunião entre o então presidente dos EUA e o primeiro-ministro de Israel, em dezembro. A posição de Damasco continua firme quanto a não legitimar presença israelense no Golan ou em território sírio.

Perspectiva dos dois lados

Historicamente, as negociações mediadas pelos EUA visam reviver a linha de 1974 que separou forças e manteve cessar-fogo por décadas, sem acordo de paz formal. A Síria também pediu o fim de ataques aéreos israelenses e incursões militares.

Israel, por sua vez, afirmou que o acordo só poderá avançar se estiver alinhado aos seus interesses de segurança, incluindo desmilitarização de áreas do sudoeste sírio e proteção às minorias. Ainda não houve compromisso público de retorno completo às linhas de 2024.

As discussões, segundo a SANA, continuam a ser conduzidas com a participação de oficiais de alto nível e sob supervisão de interlocutores dos EUA. O objetivo é preservar a cessação de hostilidades na região, sem anúncio de acordo imediato.

Reporting by Jana Choukeir (Dubai) e Maya Gebeily (Beirute); edição de Peter Graff.

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