- A ministra Kemi Badenoch afirmou, em entrevista ao Today, que a ação de Donald Trump para capturar Nicolás Maduro foi “moralmente a coisa certa a fazer”.
- Ela sugeriu que a ordem internacional baseada em regras é questionável, dizendo que o mundo mudou e que essa estrutura pode não funcionar como antes.
- Badenoch comparou com a fala de Margaret Thatcher, reconhecendo o passado, mas afirmou que o caso de Maduro é diferente e que a legalidade ainda não está clara.
- Ela afirmou que precisamos de uma Grã-Bretanha mais forte e insinuou que o mundo não funciona apenas pela diplomacia; o país não controla tudo o que o EUA faz.
- A posição dela está em desacordo com a corrente majoritária no Parlamento, que demandava resposta mais firme, e a agenda do dia inclui comitês e reuniões entre líderes europeus.
A declaração de Kemi Badenoch sobre a operação norte-americana na Venezuela provocou perguntas no parlamento britânico. A ação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, com reviravoltas no discurso público sobre a ordem internacional baseada em leis. O tema ganhou ênfase após a cobertura de um espaço de entrevistas de início de ano.
Nesta manhã, Badenoch avaliou a operação como moralmente correta, ao contrário de posições de outros líderes. Ela sugeriu que a confiança exclusiva na ordem internacional, sustentada pela lei, é excessiva, afirmando que o mundo mudou e que ações parecem ocorrer fora do arcabouço tradicional.
A ministra ressaltou que a legalidade ainda não está clara, mas afirmou que a decisão teve uma justificativa moral. Questionada sobre a comparação com a crítica de Margaret Thatcher à invasão de Granada, Badenoch reconheceu o contexto histórico distinto para o episódio atual.
Ela citou que houve invasões anteriores por outros agentes, sugerindo que o foco deve ser a força efetiva. Badenoch afirmou que o mundo opera com padrões diferentes dos de décadas passadas e que o Reino Unido precisa manter posição de força, ainda que Venezuela esteja distante.
Agenda e desdobramentos
Pela manhã, Keir Starmer preside o gabinete, com foco em questões políticas internas e eleições locais previstas para maio. Também de manhã, o chefe executivo de uma empresa de água presta depoimento ao comitê do ambiente sobre desabastecimento em Tunbridge Wells.
Ainda pela manhã, o ministro das Relações Exteriores participa de audiência sobre desinformação e ataques à democracia. Badenoch permanece em visita a Londres, com agenda aberta para o restante do dia.
À tarde, Keir Starmer participa de reunião de líderes europeus em Paris para discutir garantias de segurança a Uykrânia em eventual cessar-fogo, com participação de Zelenskiy e assessores de Trump. Uma coletiva está prevista para as 17h45.
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