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Badenoch diz que operação de Trump na Venezuela foi moralmente correta

Kemi Badenoch afirma, em entrevista, que invasão de Maduro por Trump foi moralmente correta, questionando a robustez da ordem internacional baseada em leis

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Kemi Badenoch said Maduro’s government had been a ‘brutal regime’. Photograph: Christopher Furlong/Getty Images
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  • A ministra Kemi Badenoch afirmou, em entrevista ao Today, que a ação de Donald Trump para capturar Nicolás Maduro foi “moralmente a coisa certa a fazer”.
  • Ela sugeriu que a ordem internacional baseada em regras é questionável, dizendo que o mundo mudou e que essa estrutura pode não funcionar como antes.
  • Badenoch comparou com a fala de Margaret Thatcher, reconhecendo o passado, mas afirmou que o caso de Maduro é diferente e que a legalidade ainda não está clara.
  • Ela afirmou que precisamos de uma Grã-Bretanha mais forte e insinuou que o mundo não funciona apenas pela diplomacia; o país não controla tudo o que o EUA faz.
  • A posição dela está em desacordo com a corrente majoritária no Parlamento, que demandava resposta mais firme, e a agenda do dia inclui comitês e reuniões entre líderes europeus.

A declaração de Kemi Badenoch sobre a operação norte-americana na Venezuela provocou perguntas no parlamento britânico. A ação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, com reviravoltas no discurso público sobre a ordem internacional baseada em leis. O tema ganhou ênfase após a cobertura de um espaço de entrevistas de início de ano.

Nesta manhã, Badenoch avaliou a operação como moralmente correta, ao contrário de posições de outros líderes. Ela sugeriu que a confiança exclusiva na ordem internacional, sustentada pela lei, é excessiva, afirmando que o mundo mudou e que ações parecem ocorrer fora do arcabouço tradicional.

A ministra ressaltou que a legalidade ainda não está clara, mas afirmou que a decisão teve uma justificativa moral. Questionada sobre a comparação com a crítica de Margaret Thatcher à invasão de Granada, Badenoch reconheceu o contexto histórico distinto para o episódio atual.

Ela citou que houve invasões anteriores por outros agentes, sugerindo que o foco deve ser a força efetiva. Badenoch afirmou que o mundo opera com padrões diferentes dos de décadas passadas e que o Reino Unido precisa manter posição de força, ainda que Venezuela esteja distante.

Agenda e desdobramentos

Pela manhã, Keir Starmer preside o gabinete, com foco em questões políticas internas e eleições locais previstas para maio. Também de manhã, o chefe executivo de uma empresa de água presta depoimento ao comitê do ambiente sobre desabastecimento em Tunbridge Wells.

Ainda pela manhã, o ministro das Relações Exteriores participa de audiência sobre desinformação e ataques à democracia. Badenoch permanece em visita a Londres, com agenda aberta para o restante do dia.

À tarde, Keir Starmer participa de reunião de líderes europeus em Paris para discutir garantias de segurança a Uykrânia em eventual cessar-fogo, com participação de Zelenskiy e assessores de Trump. Uma coletiva está prevista para as 17h45.

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