- A Israel Land Authority divulgou, em meados de dezembro, um edital para construção de 3.401 casas no projeto “E1”, no coração da Cisjordânia.
- O objetivo é ligar cidades ocupadas e cortar a região palestina, isolando ainda mais Jerusalém oriental.
- O prazo para propostas é até meio de março, com início de obras potencialmente em menos de um ano.
- Ativistas e observadores dizem que o projeto consolida fatos no terreno e representa violação do direito internacional.
- O governo israelense tem apoiadores entre a coalizão e enfrenta críticas de parceiros internacionais, além de continuar avançando com expansões sindo 19 novas construções aprovadas recentemente.
Israel avança com expansão de assentamento no coração da Cisjordânia, com edital para 3.401 casas no projeto E1. A iniciativa visa estabelecer fatos no terreno, dificultando eventual solução de dois estados.
O edital, publicado discretamente pela Autoridade de Terras de Israel em meados de dezembro, abre concorrência para parte das obras. O prazo para propostas é em março, segundo o documento encontrado por organizações de monitoramento.
Pesquisadores da Peace Now apontam que o cronograma indica início da construção em menos de um ano. Autoridades britânicas já haviam classificado a expansão como violação do direito internacional.
O local E1 ficaria entre Jerusalém, Belém e Ramálla, conectando áreas já ocupadas e isolando fisicamente áreas palestinas. Analistas dizem que a obra compromete a viabilidade de um Estado palestino.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, defende o projeto, associando-o a fatos no terreno para estabelecer soberania. O governo israelense aprovou planejamento e infraestrutura para Ma’ale Adumim, ligado a E1.
Críticos e aliados de Israel não divergem quanto aos impactos de longo prazo sobre a solução de dois estados. Organizações internacionais destacam riscos de escalada de violência na região.
A comunidade internacional reagiu a recente etapa de planejamento com preocupações, enquanto Israel mantém o ritmo acelerado. A violência na Cisjordânia aumentou desde outubro, segundo relatos de direitos humanos.
Reconhecimento e quadro jurídico
Tribunais internacionais já observaram violações legais associadas à ocupação. A Organização das Nações Unidas e outros organismos destacam a necessidade de mudanças no quadro de ocupação e reparações.
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