- O governo da República Tcheca afirmou que o programa de fornecimento de munição para a Ucrânia pode continuar, atuando como coordenador, sem investir dinheiro público próprio.
- O esquema reúne doadores estrangeiros (Alemanha, Dinamarca e Holanda), autoridades de defesa tchecas e empresas que compram munição de calibres grandes e a entregam a Kyiv.
- A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Andrej Babiš em Paris, após reunião de aliados da Ucrânia; o conselho de segurança debate o programa nesta quarta-feira.
- Donos já contribuíram com cerca de US$ 4,8 bilhões para as aquisições; a participação da República Tcheca ficou em até 3 bilhões de coroas.
- Um alto funcionário da OTAN mostrou otimismo cauteloso de que o programa continuará, com previsão de entregar 1,8 milhões de cartuchos em 2025.
O governo tcheco afirmou que pode manter a iniciativa de fornecimento de munição para a Ucrânia, atuando como coordenador, sem investir dinheiro público adicional. A confirmação foi feita pelo primeiro-ministro Andrej Babiš após reunião de aliados da Ucrânia em Paris.
Segundo Babiš, o projeto seguirá ativo, desde que haja financiamento de outros países. Ele ressaltou que nenhum dinheiro de cidadãos tchecos será aplicado na iniciativa e que a coordenação ficará sob responsabilidade da República Tcheca.
A operação envolve doadores estrangeiros, como Alemanha, Dinamarca e Países Baixos, além de autoridades de defesa tchecas e traders que compram munição de calibres grandes para entregar a Kyiv. O objetivo é reduzir a vantagem russa no campo de batalha.
Contexto e próximos passos
A iniciativa tem recebido avaliações mistas, com expectativas de continuidade a depender de financiamento externo. Em dezembro, um alto funcionário da OTAN apontou sinais positivos de continuidade e estimou a entrega de 1,8 milhões de cartuchos em 2025, representando 43% do fornecido à Ucrânia.
O Conselho de Segurança do estado tcheco deve debater o programa na próxima quarta-feira. O esquema foi criado pelo governo de centro-direita anterior, enquanto o presidente Petr Pavel busca manter a operação ativa. Fuente: autoridades oficiais.
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