- A administração dos Estados Unidos avisou que Diosdado Cabello, ministro do Interior leal ao regime, pode ser o próximo a cair se não apoiar a presidente interina Delcy Rodríguez.
- Rodríguez está no poder desde a captura de Nicolás Maduro no fim de semana, em meio a tentativas de manter figuras-chave do círculo de Maduro durante uma transição.
- Cabello é visto por muitos como o segundo no comando e, sob seu controle, estão a polícia, agências de contrainteligência e as milícias conhecidas como colectivos.
- O governo venezuelano decretou estado de comotion externa, intensificou patrulhas de colectivos, realizou prisões de jornalistas e manteve ações de segurança após o ataque americano.
- Delcy Rodríguez proclamou sete dias de luto e endureceu o tom contra os EUA, negando que agentes externos governem o país, enquanto a imprensa noticiava a promessa de governo americano sobre petróleo.
O governo dos EUA teria avisado o aliado de Nicolás Maduro, Diosdado Cabello, de que ele poderia ser o próximo a cair caso não apoie a presidente interina Delcy Rodríguez, que está no poder desde a prisão de Maduro no fim de semana. A mensagem foi repassada por meio de intermediários, segundo a Reuters.
Usuários próximos a Cabello percebem o risco como parte de uma estratégia dos EUA para manter sob controle figuras do círculo próximo a Maduro e avançar com uma transição, sem perder o acesso aos recursos petrolíferos da Venezuela. Cabello é visto por muitos como o segundo em comando do regime.
Em Caracas, Cabello já aparece em vídeos com dezenas de homens armados, no controle policial e de agências de inteligência, além de milícias conhecidas como colectivos. Um de seus materiais mostra momentos de apoio à atuação de Rodríguez e de autoridades locais.
Rodríguez, que substitui Maduro desde a prisão, ordenou medidas para consolidar o poder após a ofensiva externa. O regime venezuelano declarou estado de com tumulto externo, com buscas e prisões de jornalistas, parte de uma resposta para conter a oposição e a imprensa na conjuntura.
O então presidente interino anunciou luto nacional de sete dias pela morte de vítimas da ofensiva. Em pronunciamento televisado, Rodríguez ampliou críticas aos EUA e afirmou que nenhum agente externo governa a Venezuela, sinalizando resistência a pressões para uma transição sob influência externa.
A tensão entre Cabello e Rodríguez persiste, com analistas destacando que o poder no regime é distribuído entre facções, não havendo uma hierarquia única estável. Além de Cabello, outra linha de poder envolve familiares de Rodríguez e outros setores do chavismo.
Desde a ofensiva, o regime intensificou ações de repressão, com detenções de jornalistas e bloqueios de comunicação. O varejo, o transporte e a vida cotidiana têm sido impactados pela presença de forças de segurança em ruas e seleções de pessoas para verificação de documentação.
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