- Protestos nas regiões kurdas do Irã seguem com uso de teargas, armas de pressão e acusações de disparos de balas contra manifestantes, em meio a um chamado à greve geral.
- Ao menos 36 pessoas foram mortas, entre elas quatro crianças e dois agentes da segurança, e mais de 2.100 pessoas foram presas até o momento.
- Sete partidos de oposição curdos demandaram greve geral na quinta-feira; o movimento também ganhou apoio de Reza Pahlavi, que pediu protestos unificados pelo país.
- A crise econômica persiste, com desvalorização do rial e aumento esperado de preços de itens básicos após o governo cancelar um regime de câmbio favorecido; o governo anunciou aumento de subsídio para trabalhadores que sustentam famílias.
- Autoridades anunciam investigações sobre possível ataque de forças de segurança a um hospital em Ilam; o discurso militar do Irã indica resposta à escalada de tensões e a retórica internacional em apoio aos protestos.
Dois a três parágrafos iniciais apresentam o essencial: protestos em regiões curdas do Irã, violência de forças de segurança e o contexto de uma greve geral chamada por partidos de oposição. Em várias cidades ocidentais, comerciantes fecharam estabelecimentos e manifestantes denunciaram corrupção e condições econômicas agravadas. Testemunhas relatam uso de gás de pimenta, fuzis de chumbo e, segundo moradores, tiros ao vivo contra multidões.
As imagens mostram confrontos no território curdo, incluindo a cidade de Kermanshah, onde relatos descrevem agressões durante o dia de protesto. Em Ilam, vídeos registram atuação policial em áreas rurais, com deslocamentos de tropas e ações de dispersão. Organizações de direitos humanos confirmam parte das informações e destacam prendeções recorrentes.
A mobilização, que começou com o desabamento do rial, ganha contornos políticos com a participação de sete partidos curdos de oposição, que chamam para uma greve geral no dia seguinte. A imprensa local e ONGs apontam que a repressão tem aumentado conforme a mobilização se estende.
Contexto econômico e desdobramentos
Dados oficiais indicam queda acentuada da moeda e aumento do preço de itens básicos. O governo anunciou medidas para conter a crise, incluindo um aumento do subsídio para breadwinners e planos de diálogo com setores públicos. Analistas ponderam que as medidas podem ter efeito limitado frente à inflação.
O presidente ordenou investigações sobre ações de forças de segurança em Ilam. O governo também informou o reajuste de subsídios como tentativa de atenuar o custo de vida, especialmente para famílias vulneráveis. O Ministério da Defesa reforçou que a atuação policial segue normas estabelecidas.
Autoridades militares afirmam que não ficarão passivas diante de retóricas internacionais de intervenção, mantendo vistorias militares em nível preventivo. Em contrapartida, opositores continuam a mobilização, com chamadas à continuidade das manifestações e à participação de curdos em ações de protesto em todo o país.
As autoridades de segurança registram milhares de detenções de manifestantes e apontam que alguns eventos teriam envolvimento de grupos organizado. Organizações de direitos humanos indicam pelo menos 36 mortos, incluindo quatro crianças, e mais de 2 mil detidos, com réplicas de violência relatadas em várias regiões.
Diversos episódios continuam a ser monitorados, incluindo supostos ataques a hospitais e ações de repressão na linha de frente. A cobertura internacional destaca a complexidade da crise, com impactos na população civil, na economia e nas relações externas do país.
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