- O combate voltou a ocorrer em Aleppo, entre forças do governo e combatentes curdos, pelo segundo dia, provocando a fuga de milhares de civis e pelo menos quatro mortos.
- Na terça-feira houve pelo menos seis mortos, incluindo duas mulheres e uma criança; na quarta-feira, o bombardeio se intensificou e a direção de saúde informou mais quatro mortos e dezoito feridos.
- O Exército sírio afirmou que posições militares em bairros controlados pela SDF eram alvos legítimos; civis foram evacuados por corredores humanitários montados pelo governo, e cerca de dez mil pessoas deixaram a cidade.
- A violência interrompeu a vida civil, com o aeroporto fechado, rodovias para a Turquia bloqueadas, fábricas da zona industrial paralisadas e vias de acessos centrais comprometidas.
- Ambos os lados se culpam: Curdo-sirios responsabilizam Damasco pela escalada; a situação ocorre enquanto curdos mantêm zonas semi-autônomas e há tensão com possível incursão turca caso a integração não avance.
O que aconteceu: confrontos entre forças governamentais sírias e combatentes curdos se intensificaram em Alepo, no norte da Síria, pelo segundo dia seguido. A violência deixou ao menos quatro mortos e dezenas de feridos, além de milhares de civis fugindo da região. O início ocorreu na terça-feira, com troca de tiro entre tropas do governo e as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos.
Quem está envolvido: forças do governo sírio e as Forças Democráticas Sírias (SDF), sob comando curdo, protagonizam os confrontos. As autoridades curdas acusam o governo de escalada perigosa; o governo sírio afirma responder a ataques com foguetes, drones e explosões vindos de bairros controlados pela SDF.
Quando e onde: os combates recomeçaram na terça-feira em Alepo, Alepo, Síria. Na quarta-feira, após breve trégua, os ataques se intensificaram à tarde, segundo repórteres da Reuters na cidade.
Por que ocorreu: as hostilidades refletem o impasse existente entre Damasco e autoridades curdas que resistem à integração plena ao governo central. O acordo de integração até o fim de 2025 nunca avançou de forma significativa.
Civis sob pressão e impacto humano
Corrido de informações indica que o governo abriu corredores humanitários para que civis deixassem áreas críticas, com ônibus transportando moradores. Uma fonte da defesa civil estimou que cerca de 10 mil pessoas fugiram para abrigos ou áreas seguras.
Os ataques afetaram serviços básicos na cidade, com fechamento do aeroporto local, da rodovia para a Turquia e de zonas industriais. A trajetória de deslocamento complicou a vida de quem ficou, interrompendo atividades econômicas e o abastecimento.
Quais as acusações atuais
O governo sírio disse atuar em resposta a foguetes, ataques com drones e new barrage de ataques vindos de bairros sob controle da SDF. Por outro lado, as autoridades curdas responsabilizam Damasco pela escalada que ameaça milhares de civis e agrava a instabilidade na cidade.
Passos a seguir e contexto político
Em meio ao conflito, as partes permanecem em disputa sobre a integração das forças curdas ao exército sírio, tema que já rendeu acordo anterior de cooperação, sem avanços reais. A incerteza aumenta o risco de novos confrontos e de eventual envolvimento de outros atores regionais.
A tensão também envolve a perspectiva de uma possível incursão turca contra combatentes curdos, que Damasco teme que se agrave caso não haja acordo de pacificação. As informações são de fontes que acompanham o conflito há anos.
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