- O governo dos Estados Unidos suspendeu, temporariamente, o repasse de verbas para programas de assistência a famílias com crianças em cinco estados de maioria democrata, alegando possível fraude.
- Os estados — Califórnia, Colorado, Illinois, Minnesota e Nova York — devem apresentar documentação extra para ter acesso aos recursos.
- O governo afirmou que as benéficas podem ter sido pagas a pessoas não elegíveis, embora não tenha detalhado as acusações ou provas.
- As autoridades ressaltam que as famílias que dependem de creches e assistência social merecem uso adequado dos recursos, e que a verificação é necessária para assegurar conformidade com a lei.
- As reação incluem a promessa de ação judicial por parte de Nova York e críticas de democratas que veem a medida como manobra política, enquanto alguns estados afirmam ainda não ter orientação sobre o processo de verificação.
O governo dos EUA suspendeu o financiamento de programas voltados a famílias carentes com crianças em cinco estados liderados por democratas, alegando fraudes. A medida afeta recursos destinados a cuidados infantis, assistência financeira e serviços sociais.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) informou que os estados devem apresentar documentação adicional para acessar os recursos. A agência afirma ter identificado preocupações sobre benefícios possivelmente concedidos a pessoas não elegíveis.
O HHS não detalhou as acusações de fraude. Em nota, a pasta disse que há indícios de que benefícios para cidadãos americanos e residentes legais podem ter sido repassados de forma indevida.
Estados atingidos e impactos
Os estados visados são Califórnia, Colorado, Illinois, Minnesota e Nova York. Eles já foram notificados sobre a suspensão e a exigência de verificação adicional para a liberação dos recursos.
A medida envolve programas-chave: o Fundo de Cuidado Infantil e Desenvolvimento, o auxílio temporário a famílias necessitadas (TANF) e o bloco de serviços sociais, de menor impacto financeiro. Esses recursos ajudam famílias a pagar creches, diárias e itens básicos.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse que o estado avalia levar a questão à Justiça e que não há razão para transformar crianças em instrumento político. Em nota, o governo estadual reiterou o compromisso com a fiscalização de fraudes.
Reações e contexto
O presidente da Câmara, liderança democrata e outros políticos criticaram a ação, afirmando que viserá eleitores e não fraudadores. Parlamentares defendem a proteção a seus eleitores mais vulneráveis, independentemente do estado.
O senador Kirsten Gillibrand, de Nova York, afirmou que a suspensão tem motivações políticas, não técnicas, e que o objetivo é atender às necessidades dos cidadãos mais pobres. Ela disse que o governo tem a obrigação de proteger esses grupos.
A administração já havia sinalizado que fraudadores poderiam vilipendiar recursos federais, citando casos envolvendo programas de alimentação e serviços sociais, com possível extensão da auditoria a diferentes estados.
Entre na conversa da comunidade