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França e aliados discutem plano sobre atuação dos EUA na Groelândia

França e aliados definem resposta europeia caso EUA avance sobre Groenlândia, risco de ruptura na OTAN e divisão com líderes europeus

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
The city of Nuuk ahead of the March 11 general election in Greenland
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  • França trabalha com parceiros para definir um plano caso os EUA avancem sobre Groenlândia, disse um ministro.
  • O ministro Jean-Noël Barrot afirmou que o tema será discutido com os diplomatas da Alemanha e da Polônia.
  • Trump voltou a tratar a Groenlândia como alvo estratégico, defendendo que a ilha é crucial para a defesa e que a Dinamarca não a protege o suficiente.
  • A Casa Branca informou que Trump discutia opções, inclusive uso militar, para obter a Groenlândia, apesar de objeções europeias.
  • Barrot citou que, segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, uma operação militar de invasão não está entre as abordagens consideradas; Groenlândia tem 57 mil habitantes e não é membro independente da OTAN, estando sob a Dinamarca.

O Ministério das Relações Exteriores francês informou que Paris trabalha com parceiros na elaboração de um plano, caso os EUA avancem com a ameaça de tomar a Groenlândia. O objetivo é responder de forma coordenada à posição de Washington, conforme comentário feito nesta quarta-feira.

Barrot afirmou que o tema será discutido em reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia, no mesmo dia. Segundo o ministro, a França quer agir, mas conjuntamente com parceiros europeus, para evitar medidas isoladas.

A Groenlândia, maior ilha do mundo, não é membra independente da OTAN e está sob proteção de Dinamarca. A localização estratégica entre Europa e América do Norte a torna central para defesas e para possíveis acessos a recursos minerais.

Ações europeias e contexto

Diplomatas de grandes potências europeias e Canadá defenderam a Groenlândia nesta semana, após novas declarações de Trump sobre a ilha. A função estratégica da região tem sido tema de revisões de postura na aliança.

Nos EUA, o anúncio de que estão estudando opções para aquisição da Groenlândia incluiu possível uso de força militar, segundo a Casa Branca, em tom de retorno às ambições do presidente. As autoridades norte-americanas não detalharam planos específicos.

Barrot disse ainda ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, que teria rejeitado a ideia de uma invasão. Essa posição foi recebida como sinal de que alternativa militar não seria a via adotada no momento.

A Groenlândia possui população de cerca de 57 mil habitantes e depende de proteção dinamarquesa. A ilha é reconhecida pelo papel geopolítico, especialmente na defesa de mísseis balísticos e no acesso a minerais estratégicos.

Conflitos recentes na região já despertaram preocupações sobre riscos para a estabilidade da OTAN e para as relações entre Washington e Bruxelas. A situação segue sob monitoramento de aliados europeus.

Reporter: John Irish, Paris; Redação: Niklas Pollard; Edição: Ros Russell

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