- Milhares de venezuelanos foram às ruas em Caracas nesta quarta-feira, 7, para exigir a libertação de Nicolás Maduro, na quinta marcha do chavismo desde a captura dos EUA em 3 de janeiro.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York; a detenção ocorreu durante um bombardeio americano a Caracas.
- Os manifestantes passaram pelo Quartel da Montanha 4F, entoando slogans como “Nico, aguenta” e “Trump, devolva o Nico”.
- A imprensa relata que, durante os ataques, pelo menos um civil e 56 militares entre cubanos e venezuelanos morreram.
- Em Maracaibo, chavistas pediram o retorno do casal por meio de um programa social de repatriação; a oposição permanece em silêncio desde 3 de janeiro, com estado de exceção e punição a celebrações da operação americana.
Milhares de venezuelanos saíram às ruas de Caracas nesta quarta-feira (7) para exigir a libertação de Nicolás Maduro, em uma quinta marcha convocada pelo chavismo após a detenção do presidente, realizada em 3 de janeiro durante ações lideradas pelos Estados Unidos.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York. A detenção ocorreu em meio a ataques a Caracas, em que o governo venezuelano descreve agressões de caráter imperialista.
Na caminhada pelo bairro Catia, manifestantes cantaram palavras de apoio ao presidente e exigiram sua volta ao país. A polícia estimou participação de milhares, em um trajeto de cerca de 3 quilômetros que incluiu o Quartel da Montanha 4F.
Entre os relatos, moradores e ativistas enfatizaram o impacto do conflito na população, com testemunhos de medo e resistência. Ao menos uma pessoa civil e 56 militares de Cuba e Venezuela teriam morrido nos ataques aéreos e combates.
Em Maracaibo, há um movimento chavista que pede a volta de Maduro e Flores por meio de um programa social. O recurso oferece voos de repatriação para migrantes, via aplicativo governamental.
A oposição permanece silente desde 3 de janeiro, em meio a um estado de exceção decretado e a punições previstas para celebrações ligadas à operação dos EUA. Não houve anúncio de novas ações públicas da oposição até o momento.
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