- Milhares de pessoas foram às ruas em cidades da Colômbia para rejeitar as ameaças de Donald Trump de ampliar ação militar na região, após o ataque à Venezuela no fim de semana.
- Em Cúcuta, manifestantes marcharam até a catedral de estilo oitocentista e gritaram palavras como “Fora os yanquis!”, em tom de protesto contra a intervenção estrangeira.
- O presidente colombiano, Gustavo Petro, convocou os atos depois que Trump sugeriu apoiar intervenção militar na Colômbia; Petro afirmou que não se pode baixar a guarda.
- Maduro foi capturado durante a ofensiva militar dos EUA na Venezuela, que também deixou dezenas de guarda-costas cubanos e venezuelanos mortos; Trump declarou desejar conhecer Petro e manter contato.
- Em declarações públicas, Trump chamou Petro de “doente” e disse que consideraria possível intervenção à la Venezuela na Colômbia; Petro afirmou que as palavras devem virar ações.
Thousands of pessoas protestam em cidades da Colômbia contra a possibilidade de intervenção militar norte-americana no país, após o ataque de Caracas. A mobilização ocorreu em meio à cobrança de o que ocorreu na Venezuela e à tensão regional.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, pediu as manifestações após Donald Trump sinalizar apoio a ações militares na Colômbia. O protesto de Cúcuta reuniu alguns centenas de manifestantes na frente de uma Catedral do século XIX, com bandeiras tricolores e coro de repúdio.
Diversas tropas de somaram ao ato em Bogotá, a capital, onde apoiadores também contaram com mensagens de defesa da soberania regional. Partidários do lema antiimperialista manifestaram-se contra a escalada de tensões na região.
Contexto regional e reação
Em Caracas, Venezuela, houve uma raid de forças especiais dos EUA que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, além de dezenas de guarda-costas cubanos e venezuelanos mortos, segundo informações divulgadas pela imprensa. O episódio elevou o tom das críticas aos EUA na região.
Trump, em declarações recentes, reforçou a possibilidade de intervenção na Colômbia caso julgue necessário, citando interesse em recursos estratégicos e influência regional. Observadores destacam que o movimento diplomático pode agravar a instabilidade política na região.
Analistas ouvidos pelo portal ressaltam que a mensagem de líderes latino-americanos é de resistência a ações externas. Grupos de esquerda de países como Brasil também realizaram protestos contra o que chamam de agressão externa e tentativa de controle de recursos naturais.
Petro afirmou que as palavras devem ser acompanhadas por ações, mantendo posição de vigilância sem baixar a guarda. O presidente colombiano disse ainda estar aberto a diálogo com Trump, desde que haja respeito à soberania e estabilidade regional.
Entre na conversa da comunidade