- Os EUA prenderam o presidente Nicolás Maduro em Caracas, para julgamento em Nova York, gerando impacto diplomático global.
- Governos europeus evitaram endossar a intervenção, defendendo uma transição pacífica e o respeito ao direito internacional, sem afirmar violação.
- A posição europeia busca manter o apoio dos Estados Unidos na segurança da Ucrânia, evitando publicamente confrontos que possam abalar essa relação.
- A França aparece entre as que mais expressaram preocupação com o uso da força, enquanto a Itália declarou a intervenção como legítima.
- Analistas destacam que a cautela europeia pode refletir uma percepção de que a influência ocidental hoje depende de manter canais com Washington, mesmo em assuntos controversos.
O assentimento europeu diante da retirada de Nicolás Maduro do poder, capturada por forças americanas em Caracas e com objetivo de julgamento em Nova York, gerou abalo diplomático global. Países da UE evitam condenar a intervenção de modo explícito, para não comprometer relações com Washington nem questionar o direito internacional de forma direta.
A imprensa europeia descreve o movimento como uma manobra de realpolitik: apoiar a transição democrática sem endossar a ação militar. Líderes de governo ressaltam a necessidade de estabilidade regional, mantendo a linguagem de respeito ao direito internacional.
Mesmo diante da operação, a postura pública prioriza cautela. Washington ainda não detalhou planos objetivos para o pós-M Maduro. Analistas destacam que a percepção sobre violação de normas é secundária frente à prioridade de manter o suporte ocidental a Kyiv.
Reação na Europa
O bloco tem destacado a urgência de uma transição pacífica em Venezuela, sem afirmar se a intervenção violou o direito internacional. França enfatizou alertas sobre o uso da força, enquanto Itália classificou a ação como legítima em termos gerais. O Reino Unido mantém tom mais abstrato, evitando julgamentos diretos.
A postura europeia busca preservar a relação estratégica com os EUA. A prioridade declarada é não comprometer garantias de segurança para a Ucrânia, mantendo espaço para influência privada em negociações futuras, conforme analistas ouvidos.
Perspectivas futuras
Especialistas apontam que a Europa terá que enfrentar dilemas maiores caso Washington avance sobre outras regiões. A possibilidade de ações contra territórios com status similar ao de Greenland é citada como teste crítico para a coesão da OTAN e a coesão diplomática europeia.
Segundo autoridades, o continente precisa decidir se quer reforçar um papel de defesa robusto ou manter apenas influência econômica. A avaliação é de que, neste momento, a resposta europeia busca equilíbrio entre respeito ao direito internacional e preservação de alianças estratégicas.
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