- Senadores democratas e republicanos disseram que o Senado deve votar, no eventual, um texto para limitar a capacidade do presidente de tomar Greenland, território da Dinamarca.
- O tema integra várias propostas que visam exigir autorização do Congresso para ações militares, incluindo possíveis intervenções sem aprovação parlamentar.
- O senador Tim Kaine afirmou que diversas resoluções sobre uso de força militar devem ser apresentadas, citando Cuba, México, Colômbia, Nigéria e Greenland.
- O senador Rand Paul disse que não ouviu apoio de colegas republicanos a ações militares para tomar Greenland e destacou que tais ameaças seriam contraproduentes.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que vai se reunir com líderes da Dinamarca na próxima semana para discutir Greenland, sem recuar do objetivo de o país exercer controle sobre a ilha.
O Senado dos EUA deve votar sobre legislação para limitar a capacidade do presidente Donald Trump de agir militarmente, incluindo uma possível mobilização para tomar Greenland, território da Dinamarca. A informação foi compartilhada por senadores nesta quarta-feira, em Washington.
Entre os alinhavados blocos de apoio, estão o democrata Tim Kaine, da Virgínia, e o republicano Rand Paul, de Kentucky, que atuam como coautores de propostas para restringir o uso da força sem autorização do Congresso. A sessão de votação é esperada para quinta-feira, com foco em interromper ações militares na Venezuela sem aprovação parlamentar.
Kaine afirmou que várias resoluções sobre poderes de guerra devem ser apresentadas envolvendo Cuba, México, Colômbia, Nigéria e Greenland. A intenção é reforçar o papel do Congresso na decisão de conflito externo. A fala ocorreu antes da reunião prevista para tratar de Venezuela.
Paul disse que manterá a mente aberta sobre as resoluções e que não ouviu apoio de colegas republicanos a qualquer ação militar contra Greenland. O senador sugeriu que, se a ideia fosse convencer Greenland, haveria outras formas de atração econômica e diplomática, diferente de uso da força.
Demais autoridades, como o secretário de Estado Marco Rubio, sinalizaram que se reuniria com líderes da Dinamarca na próxima semana para discutir Greenland, sem abandonar o objetivo deTrump. Parlamentares lembram que a Constituição reserva ao Congresso a prerrogativa de declarar guerra.
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