- O presidente assinou uma ordem executiva suspendendo o apoio dos EUA a 66 organizações internacionais, incluindo o unfccc (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
- A retirada abrange órgãos vinculados à ONU, com foco em clima, trabalho e outras áreas, segundo a Casa Branca.
- A ação marca um recuo dos EUA em relação à cooperação global, priorizando ações “em seus próprios termos”.
- O governo argumenta que várias instituições são redundantes, mal geridas ou prejudicam a soberania e o interesse americano; críticos alertam sobre impacto em agenda climática e cooperação internacional.
- A medida segue uma série de ações anteriores de distanciamento dos EUA de órgãos multilaterais e pode dificultar acordos globais para reduzir emissões de carbono.
O governo dos Estados Unidos assinou, nesta semana, uma ordem executiva que suspende o apoio a 66 organizações internacionais, incluindo órgãos vinculados à ONU e o pacto climático UNFCCC. A medida é parte de uma revisão ampla das participações e financiamentos em entidades multilaterais.
A decisão foi anunciada pela Casa Branca por meio de comunicado em redes sociais. A administração afirma que as instituições alvos são redundantes, mal geridas, desnecessárias e, em alguns casos, capturadas por interesses que não correspondem aos objetivos dos EUA. A declaração cita riscos à soberania e à prosperidade do país.
Entre os alvos estão agências da ONU ligadas a clima, trabalho e outras áreas. O governo argumenta que a retirada permite concentrar recursos em iniciativas que, segundo a gestão, fortalecem a influência norte-americana em padrões internacionais onde há competição com a China.
A ação ocorre em meio a tensões diplomáticas e a sinalizações de maior aversão a multilateralismo, já vistas em gestos anteriores da administração. O governo diz buscar cooperação seletiva, escolhendo operações alinhadas com a agenda nacional, e reduzir despesas com organismos considerados menos prioritários.
Especialistas ouvidos lembram que o movimento sinaliza uma mudança de tom em relação à ONU e pode exigir resposta do organismo internacional. A retirada envolve o UNFCCC, tratado climático que embasou o Acordo de Paris, criado em 1992.
O UNFCCC vem sendo alvo de críticas entre adversários dos EUA que veem a participação como onerosa ou inadequada. A saída pode dificultar esforços globais para reduzir emissões, segundo analistas, que destacam a importância dos EUA, maior emissor mundial, no progresso climático.
Além do clima, a lista inclui entidades como a UNFPA, agência de população da ONU, refugiando-se de acusações históricas de oposição republicana. Em 2021, o governo Biden restabeleceu parte do financiamento, após revisão que não encontrou evidências para as alegações.
O departamento de Estado afirma que novas revisões continuam em andamento e que a retirada não impede totalmente a cooperação com a ONU em áreas de interesse estratégico dos Estados Unidos. Autoridades afirmam que o foco é priorizar iniciativas com maior impacto nacional.
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