- O primeiro-ministro canadense Mark Carney e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discutiram a situação na Venezuela e reiteraram apoio a uma transição pacífica, negociada e liderada pelo povo venezuelano.
- As lideranças destacaram a necessidade de cumprir o direito internacional e a soberania durante o processo.
- A intervenção militar dos EUA, que levou Nicolás Maduro e a esposa para Nova York, foi alvo de críticas de fontes internacionais que a classificaram como violação do direito internacional.
- O ex-presidente Donald Trump disse à The New York Times que os EUA poderiam supervisionar a Venezuela e controlar suas receitas de petróleo por anos.
- O Canadá tem sido crítico do governo de Maduro; Lula condenou ações de Washington como uma linha inaceitável. Carney também agradeceu à líder da oposição venezuelana pela voz em defesa do povo.
Canada e Brasil reafirmam apoio a transição venezuelana liderada pelo país
O primeiro-ministro canadense Mark Carney e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discutiram nesta quinta-feira a situação na Venezuela. Eles defendem uma transição pacífica, negociada e conduzida pelo povo venezuelano, com observância da soberania e do direito internacional. A informação foi divulgada pelo gabinete de Carney.
Segundo relato oficial, os líderes enfatizaram a necessidade de todas as partes respeitarem o direito internacional e a soberania do país. O encontro ocorreu no contexto de ações recentes envolvendo a Venezuela e de diferentes leituras sobre a intervenção internacional.
A notícia de ações militares recentes ocorreu no fim de semana, quando autoridades americanas afirmaram ter apreendido Nicolás Maduro e a esposa no âmbito de uma operação que teria ocorrido na Venezuela e que resultou em transferência para Nova York. A ONU indicou que a operação pode violar o direito internacional, o que gerou contestação de várias partes.
Contexto internacional
Carney também mencionou, em declarações à imprensa, que manteve contato com a oposição venezuelana. O gabinete do primeiroministro disse ter agradecido à líder oposicionista pela voz firme em defesa do povo venezuelano. A posição de Ottawa tem sido crítica a abusos de direitos humanos atribuídos ao governo de Maduro, sem elogiar explicitamente a intervenção dos Estados Unidos.
Lula, por sua vez, cobrou que ações de outros países não ultrapassem limites aceitáveis. O Brasil condenou o que chamou de linha vermelha cruzada por Washington, mantendo foco em uma solução diplomática e institucional para a crise venezuelana. Quadro geral aponta para um esforço conjunto de países da região e parceiros internacionais em observar o processo político venezuelano.
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