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Exército libanês afirma monopólio estatal de armas no sul, de forma efetiva

Exército libanês afirma monopólio estatal de armas no sul alcançado de forma eficaz; ainda há trabalho a fazer para limpar explosivos remanescentes e túneis

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Lebanese army members drive military vehicles during a Lebanese army media tour, to review the army's operations in the southern Litani sector, in Naqoura, near the border with Israel, southern Lebanon, November 28, 2025. REUTERS/Aziz Taher
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  • O Exército do Líbano afirmou ter alcançado, de modo “efetivo e tangível”, o monopólio do armamento no sul do país, mantendo ainda trabalhos de desminagem e abertura de túneis.
  • O país havia estabelecido um prazo até o fim do ano para retirar armas não estatais do sul, fronteiriço com Israel, antes de seguir para outras regiões.
  • O Exército informou ter ampliado o controle operacional sobre o sul, exceto em áreas ainda ocupadas por tropas israelenses.
  • A nota não mencionou o Hezbollah; fontes de segurança destacaram que a declaração sinaliza que nenhum grupo poderá lançar ataques a partir do sul.
  • Desde o cessar-fogo de 2024, com mediação dos EUA, há pressões para desarmar o Hezbollah, enquanto Israel e Líbano se acusam mutuamente de violações.

Ações da força de segurança libanesa mostram avanço: o Exército libanês afirmou nesta quinta-feira ter alcançado o objetivo de monopólio estatal sobre as armas no sul do Líbano de forma “efetiva e tangível”. A meta era retirar armamentos de grupos não estatais na região fronteiriça com Israel.

O governo destacou que ampliou o controle operacional sobre o sul, exceto em áreas ainda ocupadas por tropas israelenses. A declaração não mencionou explicitamente o Hezbollah, grupo que lutou com Israel ao longo de 2024 e cujo cessar-fogo permitiu apenas que as forças de segurança do país empunhem armas.

Segundo uma fonte de segurança do Líbano, a fala do Exército sinaliza que nenhum grupo poderá lançar ataques a partir do sul. A decisão ocorre em meio a pressões dos EUA e de Israel para desarmar o Hezbollah.

O cessar-fogo mediado pelos EUA, em 2024, encerrou mais de um ano de confrontos entre Israel e o Hezbollah. Desde então, as partes têm feito acusações de violações, enquanto o Líbano busca manter estabilidade interna frente a tensões regionais.

Contexto e desdobramentos

O governo libanês teme que Israel intensifique ataques para pressionar a confiscação de arsenais do Hezbollah. Autoridades locais mantêm o foco na neutralização de grupos armados e na proteção de civis no sul do país.

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