- A SPREP, organização ambiental do Pacífico, afirmou que os EUA precisam seguir um processo formal para retirar seu apoio à entidade.
- O governo americano disse que deixará a SPREP entre dezenas de organizações internacionais, com a SPREP recebendo financiamento e apoio técnico dos EUA.
- Os principais doadores da SPREP são Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia e França; a China também contribui com cerca de 200 mil dólares por ano.
- A saída dos EUA pode reduzir a influência norte-americana na região, diante do aumento da atuação da China.
- Países das ilhas do Pacífico enfrentam novas regras de visto para entrar nos EUA, com Fiji, Vanuatu, Tuvalu e Tonga na lista de exigências de visto custoso a partir de janeiro.
A SPREP, organização regional dedicada à proteção ambiental das ilhas do Pacífico, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir um processo formal para retirar seu apoio. A declaração ocorre após Washington ter informado que abandonará dezenas de entidades internacionais, incluindo um importante tratado climático.
A SPREP, com sede no Samoa, tem trabalhado para ampliar a conscientização sobre a ameaça das mudanças climáticas às populações de baixa altitude. A organização possui mais de 150 funcionários, atuando em Fiji, Ilhas Salomão, Vanuatu e Ilhas Marshall, com programas voltados a poluição, sistemas de alerta e resposta a desastres.
O diretor-geral Sefanaia Nawadra disse que os EUA contribuíam com financiamento e apoio técnico, mas que outros parceiros devem manter o trabalho da SPREP até o encerramento formal da adesão. Segundo ele, o impacto dependerá dos detalhes do processo de retirada.
Contexto de financiamento e influência regional
A SPREP depende principalmente de cinco doadores: Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia, França e EUA, segundo relatório anual. A China também contribui com cerca de US$ 200 mil por ano.
Um ministro de governo da região, que pediu anonimato por sensibilidade do tema, afirmou que a saída norte-americana pode reduzir a influência dos EUA no Pacífico, onde a China intensifica vínculos.
Implicações para vistos e fluxo regional
Nomes de países da ilha do Pacífico, incluindo Fiji, Vanuatu, Tuvalu e Tonga, foram listados para cobrança de uma fiança de visto para entrada nos EUA a partir de 21 de janeiro. Tonga já enfrentava restrições de entrada desde 1º de janeiro. O tema de migração foi discutido em comunicação entre o subsecretário de Estado, Christopher Landau, e o primeiro-ministro de Tonga, Fakafanua.
A Embaixada dos EUA em Suva pediu comentários ao Departamento de Estado, que não respondeu de imediato.
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