- O presidente Donald Trump disse que podem ocorrer mais ataques dos EUA na Nigéria se cristãos forem mortos, conforme reportagem do New York Times.
- As declarações foram feitas em entrevista publicada no site do diário na quinta-feira.
- Trump citou a ação militar de Natal, quando os EUA atingiram militantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria, a pedido do governo local.
- A Nigéria disse que a operação foi uma “ação conjunta” contra terroristas e não teve relação com uma religião específica.
- O país afirma que, embora haja violência, não reconhece perseguição sistemática contra cristãos; acusa também que muçulmanos sofrem violência.
Donald Trump afirmou, em entrevista publicada pelo New York Times, que os Estados Unidos podem realizar novas ações militares na Nigéria caso haja mortes de cristãos no país. A declaração ocorre após o ataque de Natal efetuado pelo governo norte-americano em território nigeriano.
Segundo Trump, a resposta poderia se repetir caso haja continuidade de violência contra cristãos na Nigéria. A entrevista foi divulgada pelo jornal na internet nesta quinta-feira, sem que o governo tenha confirmado oficialmente novos planos.
O ataque de Natal, segundo as autoridades americanas, foi realizado a pedido do governo da Nigéria e teve como alvo militantes do Estado Islâmico na região noroeste do país. a Nigéria classificou a operação como conjunta e afirmou que o objetivo era combater terroristas, sem relação com uma religião específica.
O país africano enfrenta uma combinação de violência e sequestros atribuídos a insurgentes, com uma população de mais de 230 milhões, dividida entre cristãos no sul e muçulmanos no norte. Governo nigeriano rejeita a ideia de perseguição sistemática contra cristãos, destacando que também houve mortes entre muçulmanos.
Autoridades nigerianas disseram que a cooperação com Washington visa enfrentar militantes, enquanto observadores destacam a diversidade religiosa como contexto da violência na região. A conversa de Trump sucede a advertências anteriores de que a fé cristã estaria sob ameaça na Nigéria e que poderia haver intervenção militar.
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