- O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou o país de 66 organizações internacionais, incluindo várias instituições da ONU ligadas ao meio ambiente.
- Entre as entidades está a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
- O governo afirmou que essas organizações não atendem aos interesses americanos e promovem agendas consideradas ineficazes ou hostis.
- O memorando foi assinado após uma revisão que classificou as saídas como desperdício de dinheiro público, afirmando que as retiradas vão encerrar financiamentos e participação em agendas globalistas.
- A decisão ocorre após a saída dos EUA do Acordo de Paris no ano anterior e o não envio de delegação à COP-30 no Brasil.
O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu retirar o país de 66 entidades internacionais, incluindo diversas que atuam no combate ao aquecimento global. A medida é apresentada pela Casa Branca como uma forma de interromper financiamentos a organizações que promovem agendas consideradas hostis aos interesses norte-americanos.
Entre as organizações atingidas estão várias estruturas das Nações Unidas, inclusive a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, base de esforços globais no enfrentamento do aquecimento. A lista também inclui o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
A administração afirma que essas entidades promovem políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que conflitam com a soberania e a força econômica dos EUA. A decisão foi tomada após uma revisão que a Casa Branca descreve como desperdício de dinheiro público.
O memorando, assinado na quarta-feira, sustenta que as retiradas vão encerrar o financiamento e a participação norte-americana em entidades que defendem agendas globais em detrimento das prioridades do país. A medida pode enfrentar desafios legais, pois a Constituição não especifica o que ocorre com retiradas de tratados.
A retirada inclui também organizações da ONU voltadas a paz, democracia, planejamento familiar, saúde materna e infantil, além de violência sexual em conflitos. A medida se soma à saída dos EUA do Acordo de Paris, anunciada no ano passado, e à recusa em enviar uma delegação à COP30, no Brasil.
Entidades da sociedade civil reagiram com ressalvas. Integrante da União dos Cientistas Conscientes, uma ONG estadunidense, descreveu o passo como um novo declínio. A diretora de políticas, Rachel Cleetus, disse à AFP que a medida sinaliza uma postura anti-ciência que pode prejudicar o bem-estar público e a cooperação global.
Especialistas ponderam que o presidente tem respaldo apenas para agir com alguns tratados, mas a retirada de outros acordos pode depender de avaliações jurídicas. A Casa Branca não detalhou os impactos operacionais em programas específicos, tampouco as consequências para parcerias já firmadas.
Profissionais do governo afirmam que a decisão reflete uma mudança de prioridade de política externa, voltada a interesses nacionais. Analistas destacam que o tema pode reverberar em câmaras legislativas e tribunais, dependendo de manobras legais futuras.
Desdobramentos e próximos passos
- Observadores jurídicos apontam que tribunais podem ser acionados para contestar a legalidade de retiradas.
- A administração pode revisar financiamento e participação em outras entidades multilaterais nos próximos meses.
- Países aliados podem buscar alternativas para manter cooperação em áreas como clima, saúde e paz.
Entre na conversa da comunidade