- O tratado New START entre EUA e Rússia vence em 5 de fevereiro; não houve negociações sobre um novo acordo até o momento.
- O presidente russo, Vladimir Putin, propôs um extensão de 12 meses com os limites atuais, mas a resposta dos Estados Unidos ainda não foi dada e analistas divergem sobre a viabilidade.
- Estima-se que EUA e Rússia detenham, respectivamente, cerca de 5.177 e 5.459 ogivas, somando quase 87% do total mundial; a China já tem cerca de 600 ogivas e pode chegar a mais de 1.000 até 2030.
- China rejeita a ideia de entrar em negociações trilaterais sobre desarmamento com Estados Unidos e Rússia; Reino Unido e França também dizem não aos desenhos de negociação que incluam seus arsenais.
- Especialistas ressaltam a necessidade de reduzir riscos e aumentar a confiança (ex.: linhas diretas de comunicação), enquanto um novo acordo exigiria acordos complexos e com prazos longos.
O tratado nuclear New START entre Estados Unidos e Rússia está prestes a expirar em 5 de fevereiro. O acordo, que limita ogivas nucleares implantadas, permanece sem sinais de renovação, mesmo com a guerra na Ucrânia em curso.
As negociações para um novo pacto não foram iniciadas recentemente entre as duas maiores potências. Moscou propôs, em setembro, estender os limites por 12 meses, com a ideia de manter as regras vigentes enquanto avançam as discussões.
Washington ainda não respondeu formalmente à proposta. Analistas ocidentais divergem sobre a viabilidade de aceitar a extensão, que poderia manter controles temporários, mas permitir avanços russos fora do escopo do acordo.
Contexto atual
O esforço é visto como uma saída para ganhar tempo e manter algum formato de controle de armas. No entanto, críticos ressaltam que a extensão pode permitir avanços russos em sistemas fora do acordo, como determinados mísseis e armas de autocontrole.
Dados oficiais apontam que Estados Unidos e Rússia somam mais de 5 mil ogivas, juntos quase 87% do total global. A China, em rápida expansão, é estimada em cerca de 600 armas, com projeção de superar 1.000 até 2030.
A China rejeita a ideia de participar de negociações trilaterais com Rússia e EUA, alegando desequilíbrio. Enquanto isso, autoridades russas defendem que aliados da NATO também entrem no debate, o que tem sido rejeitado por Londres e Paris.
Especialistas apontam que um novo acordo multilateral seria complexo e demorado. Uma alternativa viável, segundo analistas, seria um acordo substituto entre EUA e Rússia com margens flexíveis, mas sem reduzir rapidamente arsenais já adquiridos.
A prioridade atual, segundo especialistas, é reduzir o risco de uso acidental de armas nucleares. Atualmente, apenas EUA e Rússia mantêm uma linha direta 24/7 para crises, o que não ocorre com capitais europeias ou com a OTAN.
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