- Historiador afirma que ações de Donald Trump no hemisfério ajudam a Rússia a ampliar o avanço sobre a Ucrânia, ao desviar foco e recursos dos EUA.
- Ucrânia sofreu um ataque massivo russo com drones e o míssil hipersônico Oreshnik, arma que pode atingir dez vezes a velocidade do som e não é detectável; é a segunda vez que Moscou a utiliza.
- A Europa fica em posição delicada, com analistas destacando riscos à Otan se Trump avançar com ações como tomar a Groenlândia, além de complicações com a aliança diante de conflitos regionais e divergências internas.
- O general Robinson Farinazzo aponta que a Otan pode enfrentar dificuldades para interceptar o míssil russo e que a Europa não pode atuar em duas frentes, sob risco de destabilização da aliança.
- Na Ucrânia, o território ocupado já fica entre vinte e vinte e cinco por cento; o Corredor de Odessa, saída de grãos do país, foi tomado, conforme avaliação de especialistas.
A divulgação de uma leitura crítica sobre a atuação dos Estados Unidos e de Donald Trump no cenário americano e global acentuou a percepção de que ações no Hemisfério Ocidental podem influenciar o conflito na Ucrânia. Segundo um historiador, as mobilizações na Venezuela, bem como as ameaças de Trump a Colômbia, Groenlândia e México, podem abrir espaço para avanços russos no leste europeu. A avaliação é de que o hemisfério vem recebendo maior autonomia nas decisões internacionais.
Na última noite, a Ucrânia sofreu um ataque massivo russo com drones e o míssil hipersônico Oreshnik, arma capaz de velocidades até dez vezes superiores à do som e de difícil detecção. Trata-se da segunda vez que Moscou utiliza o míssil no conflito. Especialistas destacam que esse tipo de ataque funciona como um recado estratégico a Washington e aos seus aliados.
O historiador ouvido pela Agência Brasil afirma que o mundo pode estar entrando numa nova ordem em que cada país atua conforme seus interesses. Segundo ele, a atuação de Trump na Venezuela cria um precedente que pode incluir ações adicionais no Ártico e em outros territórios, elevando tensões com a Rússia e com a Europa.
Ambições de Trump e impacto regional
A análise aponta que a decisão de Trump de mirar na Groenlândia, em paralelo ao ataque russo, coloca a Europa em posição vulnerável. A discussão envolve a capacidade de interceptação de mísseis hipersônicos e a coesão da Otan diante de ameaças em múltiplas frentes. O tema é apresentado como um desafio estratégico para segurança europeia.
O mesmo especialista ressalta que a Otan pode enfrentar dilemas, especialmente se as pressões sobre a Groenlândia ganharem força e gerarem atritos entre aliados. A percepção é de que disputas internas e interesses divergentes entre Estados-membros dificultam respostas rápidas a ações russas.
Cenário militar
Um analista de geopolítica observa que o avanço russo na Ucrânia exige uma avaliação cautelosa sobre o ritmo de baterias e a capacidade de defesa ucraniana. Segundo ele, o território ocupado pela Rússia inclui trechos relevantes, como áreas próximas ao corredor de Odessa, essencial para as exportações de grãos ucranianos.
A análise aponta que a Rússia tem investido em manter pressão e em táticas de desgaste, diante de limitações de profundidade operativa. Observadores indicam que a guerra pode se prolongar, com impactos significativos para a Europa, que precisa conciliar apoiar Kiev e manter coesão entre aliados.
Entre na conversa da comunidade