- Drones furtivos, liderados pelo RQ‑170 Sentinel, mapearam Caracas e alimentaram centros de comando com dados em tempo quase real; o drone voa a até 15 mil metros de altitude com cruzeiro próximo de 950 km/h.
- O apagão em Caracas, atribuído ao U. S. Cyber Command, visou cortar energia em subestações estratégicas para atrasar a entrada de forças; Trump comentou que as luzes foram desligadas em grande parte pela expertise americana.
- A operação envolveu mais de cento e cinquenta aeronaves de fabricantes como Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman, incluindo F‑22 Raptor, F‑35 Lightning II, B‑1B Lancer e F/A‑18E/F Super Hornet.
- Helicópteros do 160th Special Operations Aviation Regiment, MH‑60 Black Hawk e MH‑47G Chinook, atuaram em baixa altitude com equipamentos de visão noturna, mira térmica e contramedidas, em configuração de infiltração.
- O conjunto tecnológico da ação ilustra o alto investimento em defesa, com gasto militar global estimado em 2,718 trilhões de dólares em 2024; os EUA concentraram quase um terço desse montante, segundo o SIPRI.
Ação dos EUA na Venezuela envolve uso de tecnologia de guerra para influenciar operação em Caracas. Segundo relatos, drones, caças, helicópteros e ataques cibernéticos compõem a estratégia para capturar Nicolás Maduro. Vacila a narrativa sobre o objetivo final, mas a tecnologia aparece como parte central da ofensiva.
Informações iniciais apontam que o centro da operação foi Caracas, com vigilância prévia de rotas de segurança e defesas venezuelanas. O plano teria incluído dispositivos de alta tecnologia para manter o alcance de centros de comando em solo americano, em tempo quase real.
Drones praticamente indetectáveis
O RQ‑170 Sentinel, drone furtivo, é citado como peça-chave. Fabricado pela Lockheed Martin, ele opera a até 15 mil metros, a cruzeiro de 950 km/h, com formato que reduz reflexos em radares. A “pele” do veículo supostamente disfarça sinais de radar.
O equipamento utiliza radares e comunicações com emissões fracas, difíceis de distinguir do ruído. Relatos indicam que o Sentinel mapeou Caracas meses antes da ofensiva, observando rotas de segurança e defesa antiaérea.
Na noite da captura, ao menos um drone permaneceu em voo, alimentando telas de comando com vídeo e dados de ação em tempo real.
Ataque cibernético
O chamado “apagão” em Caracas seria o primeiro movimento, com o U.S. Cyber Command invadindo redes da elétrica venezuelana para desativar subestações estratégicas, inclusive próximas a Fort Tiuna. Técnicos descrevem um roteiro similar ao usado na Ucrânia.
O ataque envolve invasão de redes corporativas, avanço a sistemas de controle industrial e envio de comandos falsos a controladores, para abrir disjuntores e redistribuir cargas.
A operação foi associada a declarações de Donald Trump, que sugeriu que a rede elétrica de Caracas ficou “desligada” por capacidade cibernética, em vez de apenas ações físicas.
Uma revoada de aeronaves de guerra
Mais de 150 aeronaves teriam sido mobilizadas, entre caças, bombardeiros e aviões de apoio. Caças F‑22 Raptor e F‑35, da Lockheed Martin, garantiram superioridade aérea e neutralizaram radares e defesas.
Bombardeiros B‑1B Lancer, da Rockwell/Boeing, atuaram contra alvos estratégicos, enquanto caças F/A‑18E/F Super Hornet reforçavam a presença na área. Aeronaves de guerra eletrônica EA‑18G Growler atuaram para suprimir sensores e comunicações adversárias.
Helicópteros do 160th Special Operations Aviation Regiment, os Night Stalkers, conduziram a infiltração em baixa altitude, com MH‑60 Black Hawk e MH‑47G Chinook, voando próximo ao litoral para evitar radares.
Derradeira etapa envolveu apoio de reabastecimento e inteligência, conectados a uma rede que recebia dados de drones e aviões de vigilância em tempo real.
Muito investimento em tecnologia para guerra
A operação exemplifica um setor de alta tecnologia na indústria bélica. Dados do SIPRI indicam gasto militar global de 2,718 trilhões de dólares em 2024, com EUA, China, Rússia, Alemanha e Índia respondendo por grande parte do total.
O orçamento americano de defesa aproximou-se de 1 trilhão de dólares. Milhares de contratos envolvem caças, drones, mísseis e plataformas navais, gerando receitas para fabricantes como Lockheed Martin, Northrop Grumman e General Dynamics.
Relatórios internacionais alertam para o peso dessas despesas na prioridades sociais, ao mesmo tempo em que sustenta um ecossistema de inovação tecnológica aplicado à defesa.
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