- A União Europeia aprovou, em caráter provisional, o acordo de livre comércio com o Mercosul, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com assinatura prevista entre os dois blocos para o dia 17.
- O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários, em prazos que variam de quatro a dez anos; itens como carnes bovina e de frango poderão operar com cotas de exportação.
- O agronegócio brasileiro deve ganhar com o acordo, com potencial aumento de vendas de café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais na Europa; há também previsão de redução de tarifas para café solúvel e torrado e moído em quatro anos.
- Na parte europeia, foram criadas salvaguardas para proteger o agro local, permitindo suspender temporariamente os benefícios tarifários se determinados setores forem prejudicados, o que gera debates no Brasil.
- O texto não altera o cenário da soja, que já tem tarifa zero na União Europeia; o acordo começou a ganhar forma em 1999, foi paralisado e retomado, com anúncio oficial no fim de 2024, sendo considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo.
O bloco europeu aprovou, de forma provisória, um acordo de livre comércio com o Mercosul, grupo que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A decisão envolve as 27 nações da UE e o bloco sul-americano, buscando facilitação de trocas entre as partes. O acordo ainda precisa ser assinado formalmente entre os dois lados.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a assinatura entre UE e Mercosul está prevista para o dia 17. O próximo passo é formalizar o texto acordado, que surgiu após décadas de negociações. O anúncio confirma a continuidade do processo iniciado há anos.
O texto destaca que 77% dos produtos agropecuários teriam tarifas zeradas aos poucos, em prazos entre 4 e 10 anos, dependendo do item. Entre as previsões, o setor prevê maior exportação brasileira de café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais para a Europa.
Itens como carne bovina e de frango também entram neste regime com cotas de exportação. Ainda, o acordo prevê redução de tarifas para café solúvel e para o café torrado e moído em quatro anos, com expectativa de maior investimento europeu na indústria de café brasileira.
Salvaguardas foram criadas pela parte europeia para proteger o agro local. Regras permitem suspender temporariamente os benefícios se determinados setores forem prejudicados. No Brasil, as salvaguardas geram debates sobre possíveis limitações a exportações.
No que diz respeito à soja, o texto mantém tarifa zero para grãos e farelo na União Europeia, não alterando o atual cenário do produto. O acordo é descrito como um dos maiores do mundo, envolvendo dezenas de milhões de habitantes e trilhões de dólares em PIB.
H3 Impactos esperados no agro
Com o acordo, o Brasil pode ampliar vendas de itens agrícolas na Europa, mas há incertezas sobre a aplicação das salvaguardas. A negociação acompanhou períodos de paralisação e retomada desde 1999, com anúncio definitivo no fim de 2024.
H3 Contexto histórico
A partir do histórico, o texto consolidou-se após décadas de discussões e representa uma mudança relevante nas relações comerciais entre a UE e o Mercosul. As negociações contaram com participação de governos e setores produtivos dos dois lados.
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