- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que a Austrália e outros países foram convidados para uma reunião de ministros de finanças do G7 que ele recebe em Washington na segunda-feira para discutir minerais críticos.
- A Índia também foi convidada; não ficou claro se aceitou o convite.
- O G7 reúne EUA, Reino Unido, Japão, França, Alemanha, Itália, Canadá e a União Europeia, muitos dos quais dependem de fornecimento de terras raras da China.
- A Austrália assinou, em outubro, acordo com os EUA para conter o domínio chinês em minerais críticos, com um pipeline de projetos de 8,5 bilhões de dólares e uma reserva estratégica.
- Países ocidentais buscam reduzir a dependência da China, que domina grande parte da cadeia de suprimentos de minerais críticos usados em tecnologia, energia renovável e defesa.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, informou que a Austrália e outros países foram convidados para uma reunião de ministros de finanças do G7, que ele está promovendo em Washington. O encontro, voltado a minerais críticos, ocorrerá na semana e terá foco em cadeias de suprimento.
Bessent relatou ter pressionado pela realização de um encontro separado sobre o tema desde a cúpula do G7 no ano passado. Os ministros já haviam feito, em dezembro, uma reunião virtual sobre o assunto, segundo a agenda do encontro.
A Índia também foi convidada a participar, segundo Bessent, que não confirmou se aceitou o convite. Ainda não ficou claro quais outros países receberam o convite.
Participantes e contexto
O G7 reúne EUA, Reino Unido, Japão, França, Alemanha, Itália, Canadá e a União Europeia, todos com dependência estratégica de minerais raros de fornecedores como a China. O grupo aprovou, no ano passado, um plano de ação para longevidade das cadeias de suprimentos.
A Austrália assinou, em outubro, um acordo com os EUA para conter a dominação chinesa em minerais críticos. O pacto inclui um pipeline de projetos estimado em 8,5 bilhões de dólares e a ideia de uma reserva estratégica para suprir metais como terras raras e lítio.
Canberra informou ter recebido interesse adicional de países europeus, Japão, Coreia do Sul e Singapura. A China domina grande parte da refinaria de minerais críticos, usados em tecnologias de defesa, semicondutores e energias renováveis.
As regiões ocidentais buscam reduzir a dependência de minerais críticos da China após controles de exportação anunciados pelo país. Informações destacam ainda que a China mantém compromissos de compra de soja dos EUA e de fornecimento de minerais a firmas americanas.
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