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EUA saem de organização global voltada à prevenção de extremismo violento

Retirada dos EUA do Fundo Global de Engajamento e Resiliência Comunitária (GCERF) e do Fórum Global de Combate ao Terrorismo eleva riscos de extremismo, afirma chefe da GCERF

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A U.S. flag flies in front of the White House as people walk by, weeks into the continuing U.S. government shutdown, in Washington, D.C., U.S., October 24, 2025. REUTERS/Kylie Cooper
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  • os estados unidos anunciaram a retirada de apoio à GCERF e ao Global Counterterrorism Forum, em meio a cortes de cooperação multilateral anunciados pela Casa Branca.
  • a GCERF, que apoia programas de prevenção em dezenas de países, disse que a decisão foi surpresa, sem explicação e sinaliza mudança ideológica na gestão de donald trump.
  • o presidente da GCERF, dr. khalid koser, afirmou que os riscos de violência extremista são mais altos do que desde a Primavera Árabe de 2011, citando afeganistão, Sahel e acampamentos no nordeste da síria.
  • a GCERF havia ajudado a reintegração de famílias de ex-militantes do Estado Islâmico no northeast da síria; a saída dos EUA reduz a participação de um ator-chave, mas o trabalho deve seguir.
  • a organização disse que carrega sozinha grande parte do fardo da prevenção global, com orçamento anual de 50 milhões de dólares, sem conseguir cobrir lacunas crescentes diante do aumento de ataques.

A Organização Global de Engajamento Comunitário e Resiliência (GCERF) informou na sexta-feira que os EUA retiraram seu apoio, argumentando que o país enfrenta mudanças de estratégia. A medida ocorre em meio a um aumento de ataques militantes no Oriente Médio e no Sahel, na África.

A GCERF é uma fundação que apoia programas de prevenção à extremismo em dezenas de países com comunidades vulneráveis. A decisão foi anunciada após um memorando da Casa Branca que declarou a saída dos EUA de 35 agências internacionais e 31 entidades da ONU.

Dr. Khalid Koser, chefe da GCERF em Genebra, disse à Reuters que a decisão surpreende e não teve explicação, refletindo uma mudança ideológica sob a administração de Donald Trump, com foco maior em medidas de segurança e contra-terrorismo do que em prevenção multilateral.

Koser afirmou que os riscos de violência extremista são superiores aos registrados desde as revoltas da Primavera Árabe em 2011, citando Afeganistão, Sahel e acampamentos no nordeste da Síria que abrigam dezenas de milhares de familiares de membros do Estado Islâmico.

Ele acrescentou que, sem o trabalho de prevenção, haverá mais terroristas e mais problemas daqui a uma década, destacando a importância de ações preventivas para reduzir a radicalização.

A Casa Branca também anunciou a saída do Fórum Global de Contraterrorismo, uma entidade que reúne 30 países. A decisão reforça a linha de cooperação multilateral sob a política de “América Primeiro”.

A GCERF havia contribuído para um programa no nordeste da Síria que auxilia a reintegração de famílias ligadas a círculos do Estado Islâmico. A organização afirmou que continuará suas atividades, embora perca um grande signatário norte-americano.

Com cortes de ajuda externa de grande escala ocorridos no ano passado, a GCERF disse que, hoje, arca com grande parte do peso global de prevenção e que seu orçamento anual de 50 milhões de dólares não acompanhou a ampliação das lacunas de financiamento.

Segundo o Índice Global de Terrorismo de 2025, divulgado pelo Institute for Economics and Peace, o número de países que registraram ataques passou de 58 para 66 em 2024, reverterendo quase uma década de avanços.

Fontes próximas à GCERF afirmam que a organização segue com seus programas, mas sem o apoio-chave dos EUA pode enfrentar desmobilização de iniciativas e maior dificuldade para manter parcerias internacionais.

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