- França diz que a Europa tem direito de rejeitar propostas inaceitáveis dos EUA, em comentário do ministro das Relações Exteriores, Jean‑Noël Barrot, em discurso aos embaixadores.
- Barrot afirmou que, em poucos meses, a nova administração dos EUA redesenhou vínculos com a Europa e que é igualmente direito europeu dizer não a uma aliança histórica quando a proposta é inaceitável.
- A atenção europeia se voltou para a possível disputa com os EUA sobre Groenlândia, território dinamarques com recursos minerais, tema que tem gerado preocupação entre aliados.
- Barrot descreveu os EUA como ameaça, ao lado da Rússia de Vladimir Putin, e citou tentativas de dividir a União Europeia por meio de ameaças, coerção e questões comerciais.
- O ministro criticou sanções americanas contra defensores anti-desinformação europeus e ex‑funcionários da UE, dizendo que isso viola a capacidade europeia de definir regras dentro de suas fronteiras.
Paralisando expectativas: a França afirma que a União Europeia tem o direito de rejeitar propostas inaceitáveis dos Estados Unidos. O comentário foi feito pelo ministro dos Europeus e de Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, em Paris.
Barrot afirmou, em discurso anual aos embaixadores, que nos próximos meses a nova administração dos EUA avaliou novamente vínculos com o bloco, e que cabe à Europa recusar propostas consideradas inaceitáveis, mesmo vindo de um aliado histórico.
A fala ocorre em meio a tensões entre países europeus e Washington sobre políticas de segurança, comércio e relações com a Rússia. França vê risco à coesão europeia diante de medidas externas ao modelo tradicional de alianças.
Contexto e desdobramentos
Barrot comparou ataques externos a uma tentativa de desagregar a União Europeia e citou pressões com relação a impeditivos comerciais e a controle de Greenland, território autônomo da Dinamarca, considerado estratégico por Washington.
O ministro também criticou sanções americanas contra defensores da desinformação na Europa e ex-funcionários da UE, alegando que tais medidas desafiam a autonomia normativa europeia. Em tom duro, pediu resistência a essas pressões.
Entre críticas recentes, Barrot mencionou o cenário eleitoral francês, sugerindo que apoio de Washington a forças políticas contrárias ao patrimônio europeu não condiz com interesses comuns. A Europa busca manter alinhamento estável com o bloco.
Barrot reforçou que a França não abrirá espaço para ações que descontem a soberania europeia, mantendo postura de cooperação, mas sem abrir mão de regras próprias. A declaração ante um quadro de alianças em transformação foi amplamente debatida.
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