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França afirma que é direito da Europa recusar proposta inaceitável dos EUA

França afirma que a Europa tem direito de rejeitar propostas inaceitáveis dos EUA e critica pressões, coerção e sanções contra europeus

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
France's Minister for Europe and Foreign Affairs Jean-Noel Barrot, flanked by Director-General for Administration and Modernisation at the Ministry for Europe and Foreign Affairs Julien Steimer (L), France’s junior Minister in charge of external trade Nicolas Forissier and Secretary General of France's Ministry for Europe and Foreign Affairs Anne-Marie Descotes, poses with French ambassadors during an Ambassadors Conference at the conference centre of the French Ministry for Europe and Foreign Affairs, in Paris, France January 9, 2026. LUDOVIC MARIN/Pool via REUTERS
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  • França diz que a Europa tem direito de rejeitar propostas inaceitáveis dos EUA, em comentário do ministro das Relações Exteriores, Jean‑Noël Barrot, em discurso aos embaixadores.
  • Barrot afirmou que, em poucos meses, a nova administração dos EUA redesenhou vínculos com a Europa e que é igualmente direito europeu dizer não a uma aliança histórica quando a proposta é inaceitável.
  • A atenção europeia se voltou para a possível disputa com os EUA sobre Groenlândia, território dinamarques com recursos minerais, tema que tem gerado preocupação entre aliados.
  • Barrot descreveu os EUA como ameaça, ao lado da Rússia de Vladimir Putin, e citou tentativas de dividir a União Europeia por meio de ameaças, coerção e questões comerciais.
  • O ministro criticou sanções americanas contra defensores anti-desinformação europeus e ex‑funcionários da UE, dizendo que isso viola a capacidade europeia de definir regras dentro de suas fronteiras.

Paralisando expectativas: a França afirma que a União Europeia tem o direito de rejeitar propostas inaceitáveis dos Estados Unidos. O comentário foi feito pelo ministro dos Europeus e de Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, em Paris.

Barrot afirmou, em discurso anual aos embaixadores, que nos próximos meses a nova administração dos EUA avaliou novamente vínculos com o bloco, e que cabe à Europa recusar propostas consideradas inaceitáveis, mesmo vindo de um aliado histórico.

A fala ocorre em meio a tensões entre países europeus e Washington sobre políticas de segurança, comércio e relações com a Rússia. França vê risco à coesão europeia diante de medidas externas ao modelo tradicional de alianças.

Contexto e desdobramentos

Barrot comparou ataques externos a uma tentativa de desagregar a União Europeia e citou pressões com relação a impeditivos comerciais e a controle de Greenland, território autônomo da Dinamarca, considerado estratégico por Washington.

O ministro também criticou sanções americanas contra defensores da desinformação na Europa e ex-funcionários da UE, alegando que tais medidas desafiam a autonomia normativa europeia. Em tom duro, pediu resistência a essas pressões.

Entre críticas recentes, Barrot mencionou o cenário eleitoral francês, sugerindo que apoio de Washington a forças políticas contrárias ao patrimônio europeu não condiz com interesses comuns. A Europa busca manter alinhamento estável com o bloco.

Barrot reforçou que a França não abrirá espaço para ações que descontem a soberania europeia, mantendo postura de cooperação, mas sem abrir mão de regras próprias. A declaração ante um quadro de alianças em transformação foi amplamente debatida.

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