- O aiatolá Ali Khamenei afirmou que as autoridades não recuarão e sinalizou uma repressão mais dura aos protestos, chamando os manifestantes de vandalos e saboteurs e afirmando que atuam em agendas estrangeiras.
- O regime responsabilizou os Estados Unidos pela instigação dos protestos, que começaram por razões econômicas e se ampliaram para pedidos de reformas políticas.
- O país viveu corte de internet em todo o território para dificultar a organização das manifestações e a comunicação entre os protestos.
- O exilado Reza Pahlavi incentivou novos atos, com multidões em várias cidades, incluindo Teerã e Mashhad, e novo chamado para protestos às 20h.
- Dados de direitos humanos indicam ao menos 42 mortos e mais de 2.270 detidos, enquanto a mídia estatal descreveu os eventos como distúrbios violentos.
Iran registra sinalização de endurecimento na repressão contra protestos que ganham força
O líder supremo Ayatollah Ali Khamenei afirmou que as autoridades não recuarão diante das manifestações que se ampliam no país, atribuindo às forças estrangeiras a instigação dos protestos iniciados por condições econômicas e reivindicações políticas. Ele chamou os manifestantes de vandals e saboteurs.
Khamenei fez o discurso mais de uma semana após o início dos protestos e sinalizou uma postura de repressão mais firme. Em seguida, o responsável pela justiça iraniana prometeu consequências decisivas para quem participar das ações.
Mudança de tom e resposta estatal
Os protestos ganharam as ruas de várias cidades, mesmo com o bloqueio generalizado de internet imposto na véspera. Grandes marchas tomaram as avenidas de Teerã, Mashhad e outras cidades, com ataques a imóveis estatais e atos de desafio ao governo.
Relatos de direitos humanos apontam violência policial e prisões massivas: pelo menos 42 mortos e mais de 2.270 detidos. Organizações internacionais relatam uso de força desproporcional contra manifestantes.
Critérios de cobertura e desdobramentos
As autoridades estatalizadas atribuíram a violência a agentes de fora do país e aos chamados agentes terroristas. A versão oficial descreveu protestos como tumultos, buscando difundir a ideia de desordem.
Pahlavi, exilado, pediu novos protestos e ganhou apoio em vídeos de redes sociais. Em Mashhad e Teerã, marchas ecoaram pedidos de retorno do herdeiro proeminente ou de reformas radicais no regime.
Contexto e mobilização pública
O movimento começou em 28 de dezembro, após queda acelerada do valor da moeda local, e evoluiu para perguntas sobre reforma política e fim do regime. O governo intensificou a censura de internet e a repressão a opositores.
Relatos de participantes destacam a coragem de pessoas nas ruas, mesmo com a presença de forças de segurança fortemente armadas. A mobilização se estende por todas as províncias, com grande participação de jovens.
Entre na conversa da comunidade