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Líderes do Irã enfrentam crise de legitimidade em meio a protestos

Crise de legitimidade persiste no Irã diante de protestos amplos entre jovens, com pressão externa, repressão e desilusão generalizada

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
FILE PHOTO: Aftermath of protests over a plunge in the currency's value
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  • Os protestos contra o governo iraniano se espalharam de Teerã para as 31 províncias, iniciados pelos lojistas do Grande Bazar.
  • A HRANA aponta ao menos 34 manifestantes e 4 agentes mortos, além de cerca de 2.200 detidos durante o unresto.
  • A desvalorização do rial e a decepção entre a população jovem evidenciam ruptura de legitimidade da ordem clerical.
  • Mulheres passam a adotar com menos intensidade o hijab em espaços públicos, com jovens liderando parte dos protestos e críticas às prioridades do regime.
  • As autoridades combinam diálogo com repressão, mas analistas dizem que endurecimento ou concessões não devem surtir efeito; o líder supremo Khamenei reafirmou que o regime não cederá.

A crise de legitimidade domina o cenário iraniano, enquanto o país enfrenta protestos crescentes e pressão externa. As manifestações, iniciadas em Teerã no mês passado, se espalharam por 31 províncias e atingem diferentes camadas da população. O governo atribui as mobilizações a motivações econômicas e promete diálogo, mas reage com repressão quando necessário.

Movimentos populares começaram com comerciantes no Grand Bazaar, descontentes com a desvalorização do rial. Hoje, os protestos envolvem principalmente jovens e se fortalecem apesar das ações de segurança, que incluem gás lacrimogêneo e confrontos nas ruas. O saldo divulgado por HRANA aponta mortes, prisões e centenas de prisões.

Analistas dizem que a desconfiança com o status quo vai além da economia. A infraestrutura ideológica do regime é contestada por uma geração que busca vida mais livre e políticas exteriores diferentes. O acesso a informações e as redes sociais ajudam a ampliar o alcance das mensagens de dissidência.

As lideranças clericais tentam manter uma linha de diálogo com parte dos manifestantes, ao mesmo tempo em que enfrentam ataques mais intensos em ruas importantas do país. A economia continua fragilizada, com o rial em queda e custo de vida elevado, segundo relatos de moradores.

Entre as manifestações, slogans antiestatais destacam críticas à política externa de Teerã, incluindo apoio a grupos no Oriente Médio. Em cidades como Mashhad e Abadan, relatos de vídeos mostraram símbolos nacionais sendo desafiados. Em Gonabad, houve relatos de mobilização entre jovens.

Especialistas apontam que o regime enfrenta dificuldades para reverter a percepção de que políticas de longo prazo não correspondem às expectativas de uma parcela significativa da juventude. O cenário deixa o futuro político do país incerto, com mudanças que podem ocorrer de forma gradual ou abrupta.

A tensão persiste em um momento em que a pressão externa aumenta. Líderes regionais veem impactos de ações internacionais, e há debates sobre a possibilidade de intervenção externa. Do lado interno, críticos do regime destacam o descontentamento com a governança atual e com a repressão.

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