- Lula celebrou o avanço do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, chamando-o de “dia histórico para o multilateralismo”.
- A União Europeia aprovou o tratado em Bruxelas, com expectativa de alcançar 722 milhões de consumidores; ainda precisa do aval do Parlamento Europeu para entrar em vigor.
- Em Bruxelas, cerca de 150 eurodeputados podem recorrer à Justiça para tentar impedir a aplicação do acordo.
- O acordo eliminaria 4 bilhões de euros em impostos para exportações da UE; porém, setores do Mercosul ainda enfrentam tarifas em itens como peças automotivas, laticínios e vinhos.
- O comércio entre UE e Mercosul somou 111 bilhões de euros em 2024, com a UE exportando principalmente maquinário, produtos químicos e transportes, e o Mercosul, agrícolas, minerais, celulose e papel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nas redes sociais a aprovação de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O anúncio foi feito hoje, após anos de negociações, considerado por Lula um marco para o multilateralismo.
Lula destacou que o acordo fecha um processo de 25 anos e representa um dos maiores tratados comerciais do mundo. Segundo ele, o texto surge em um contexto internacional de protecionismo e unilateralismo, oferecendo oportunidades de exportação, importação e investimento entre os blocos.
O pronunciamento enfatizou que a assinatura fortalece a cooperação e a integração entre as regiões, sem detalhar rumos específicos, mas reforçando ganhos por meio de regras comerciais simplificadas.
Na UE, as autoridades aprovaram o acordo em Bruxelas, abrindo caminho para a assinatura ainda na próxima semana, no Paraguai. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está prevista para realizar o ato formal.
Apesar do avanço, a aprovação enfrenta resistência. Representantes de países membros devem formalizar suas posições por escrito, com necessidade de apoio de 15 Estados e 65% da população da UE para seguir adiante.
Abertura comercial prevista inclui redução significativa de tarifas entre os dois blocos. Estima-se que o acordo elimine parte expressiva de impostos sobre exportações, contribuindo para um comércio mútuo estimado em bilhões de euros.
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