- O papa Leão XIV disse que a guerra voltou à moda e o multilateralismo está fragilizado, em discurso aos embaixadores da Santa Sé.
- Afirmou que a ordem mundial criada após a Segunda Guerra está ameaçada, com uso de armas para afirmar dominação em vez de buscar a paz.
- Destacou conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, e mencionou riscos como possível controle da Groenlândia pelos EUA e impacto na OTAN.
- Pediu respeito à vontade do povo venezuelano e proteção aos direitos humanos, citando a deposição e captura de Nicolás Maduro pelos EUA e ataques anunciados por Trump.
- Reiterou apoio à solução de dois Estados para o Oriente Médio, denunciou violência na Cisjordânia e destacou violações à liberdade religiosa que afetam mais de 380 milhões de fiéis.
O papa Leão XIV, líder da Santa Sé, afirmou nesta sexta-feira 9 que a ordem mundial pós Segunda Guerra está em risco. Em discurso aos embaixadores credenciados junto à Santa Sé, em Roma, ele falou sobre a fragilidade do multilateralismo e a emergência de uma febre pela guerra.
O pontífice criticou a diplomacia baseada na força e no alinhamento de grupos, destacando que a guerra voltou a ser tema de moda. Segundo ele, busca-se a paz por meio das armas como forma de afirmar dominação, ameaçando a ordem internacional.
A fala ocorreu no contexto de tensões entre países e da avaliação de que a segurança europeia está sob pressão. A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 184 Estados, com metade representada por embaixadas em Roma.
Risco para alianças e regiões
Leão XIV mencionou preocupações com a possibilidade de mudanças de poder no planeta, incluindo debates sobre a Groenlândia, território autônomo dinamarquês, e impactos sobre a OTAN. Também citou tensões no Caribe e no Pacífico, com ênfase na situação venezuelana e na relação com os Estados Unidos.
O papa destacou ainda a deterioração da situação entre Rússia e Ucrânia, o conflito na Faixa de Gaza e a violência na região da Cisjordânia, enfatizando o direito de palestinos a viver em paz em seu território.
Questões sociais e direitos humanos
O líder da Igreja abordou problemas que afetam jovens, denunciando a dependência de drogas. Também reiterou a posição da Igreja contra o aborto, a gestação por substituição e a eutanásia. Por fim, apontou um aumento mundial das violações à liberdade religiosa, citando a perseguição a cristãos como uma crise humanitária relevante.
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