- Controle estatal, doutrinação e vigilância moldam o dia a dia; em Pyongyang, grupos privilegiados convivem com propaganda, reuniões políticas obrigatórias e monitoramento em órgãos públicos e locais de trabalho.
- Sessões de autocrítica públicas exigidas, com relatos de falhas e pressão para admitir erros, além de incentivos a denúncias dentro do grupo.
- Mesmo na capital, há relatos de escassez de alimentos e de instabilidade no fornecimento de energia, com liberdades individuais limitadas e punições por posições consideradas inadequadas.
- Nas áreas rurais, a situação é ainda mais difícil: agricultores trabalham em fazendas estatais com ferramentas básicas e enfrentam problemas de alimentação, energia e acesso a cuidados médicos.
- A educação é centrada na lealdade ideológica; estudantes são enviados a trabalhos em fazendas estatais e famílias recorrem a mercados informais para ajudar na sobrevivência; a percepção sobre cristãos varia conforme a doutrinação, com propaganda que os retrata como estrangeiros perigosos, mas há relatos de contato com outras realidades em regiões de fronteira.
O portal Portas Abertas descreve como é viver na Coreia do Norte, marcado por controle estatal, doutrinação e vigilância contínua. O relato destaca rotinas em Pyongyang que envolvem propaganda, reuniões políticas obrigatórias e monitoramento de atividades no trabalho.
Segundo o material, moradores de grandes cidades permanecem sob sessões de autocrítica, nas quais devem relatar falhas e supostos descumprimentos das normas oficiais. Esses encontros elevam a pressão social e estimulam denúncias internas.
Ainda na capital, há relatos de escassez de alimentos e instabilidade no fornecimento de energia. A liberdade individual é restringida por regras de deslocamento, expressão e consumo de conteúdos, com punições para posições consideradas inadequadas.
Nas áreas rurais, o cenário é descrito como mais duro, com longas jornadas em fazendas estatais, uso de ferramentas básicas e dificuldades de alimentação, energia e acesso a cuidados médicos.
Crianças frequentam a escola, mas o currículo é apresentado como centrado na lealdade ideológica. Estudantes são direcionados a trabalhos em fazendas estatais e muitas famílias recorrem a mercados informais para complementar a sobrevivência.
Como os north-coreans veem cristãos
A percepção sobre cristãos varia conforme o grau de doutrinação. Em muitos casos, crianças são expostas à ideia de que cristãos são estrangeiros perigosos, com narrativas da mídia estatal associando missionários a crimes graves.
Cidadãos fiéis ao regime tendem a aceitar a propaganda contra seguidores de Jesus. Outros adotam cautela e podem denunciar cristãos às autoridades em troca de recompensas como comida ou favores.
Entretanto, nem todos acreditam na propaganda oficial. Em regiões de fronteira, mídia contrabandeada e contato com estrangeiros expõem versões da realidade que levam algumas pessoas a conhecer Cristo, mesmo sem acesso formal ao evangelho.
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