- Alega cessar-fogo em Aleppo após três dias de confrontos entre forças do governo sírio e milícias curdas, com mais de 140 mil pessoas deslocadas.
- O acordo prevê a saída dos militantes curdos de três bairros disputados — Sheikh Maqsoud, Ashrafieh e Bani Zaid — com passagem segura para o nordeste do país, controlado pelas Forças Democráticas Sírias (SDF), levando apenas armas leves.
- Não ficou claro se o acordo será cumprido, já que a SDF não confirmou a trégua; o serviço de segurança interno da SDF, Asayish, negou ter pedido passagem segura e pediu retirada de tropas do governo.
- O presidente dos EUA e o enviado especial para a Síria, Tom Barrack, saudaram a pausa temporária e agradeceram a contenção de ambos os lados.
- As relações entre o governo de Damasco e a SDF estão tensas, com disputas sobre a integração da SDF às forças do governo e divergências sobre o controle territorial e o papel de cada parte no futuro do país.
Syria anunciou um cessar-fogo em Aleppo após três dias de confrontos entre o Exército e combatentes curdos, que provocaram mais de 140 mil deslocados. A pausa entrou em vigor às 3h (horário local) e prevê a retirada dos militantes curdos de três bairros disputados.
Os bairros Sheikh Maqsoud, Ashrafieh e Bani Zaid seriam deixados pelos curdos, com passagem segura para o nordeste do país, área controlada pelas Forças Democráticas da Síria (SDF). Os combatentes poderiam levar armas leves.
Ainda não está claro se o acordo será mantido. A SDF não anunciou formalmente o acordo, e houve divergências sobre a passagem segura. A Asayish, polícia interna da SDF, negou ter solicitado passagem e pediu retirada de soldados de Damasco.
Tom Barrack, enviado especial dos EUA para a Síria, afirmou em rede social que a pausa é bem-vinda e reconheceu a contenção de ambos os lados como essencial para o cessar-fogo. As informações apontam para um momento de contenção na região.
A relação entre o governo de Damasco e a SDF deteriorou-se nos últimos meses. Enquanto a SDF controla cerca de um terço do território, negociações para integrar a SDF ao exército sírio não avançaram. O governo vê a SDF como separatista.
Aleppo permanece uma linha de tensão entre as partes. Mazloum Abdi, líder da SDF, disse que os dias de confronto comprometeram a possibilidade de entendimentos, elevando incertezas sobre acordos futuros.
A Síria acusa a SDF de usar civis como escudos e de deslocamento forçado. A Síte do governo vê o conflito como resultado de ações da SDF e ressalta que o Exército mantém a defesa da integridade do Estado.
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