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UE deve aprovar assinatura do acordo comercial recorde com o Mercosul

UE deve assinar acordo com Mercosul, maior acordo de livre comércio da história, apesar de oposição francesa e protestos de agricultores, com aprovação parlamentar pendente

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Police officers stand next to tractors blocking a road near the Eiffel Tower, as French farmers protest against the government's handling of the EU-Mercosur free trade agreement and the handling of the lumpy skin disease outbreak, in Paris, France, January 8, 2026. REUTERS/Gonzalo Fuentes
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  • A União Europeia deve aprovar nesta sexta a assinatura do acordo comercial com Mercosul, o maior da história, após anos de negociação; os embaixadores deverão indicar as posições e as capitais divulgarem confirmação por escrito depois.
  • O acordo visa abrir novos mercados para compensar tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China; é apoiado pela Comissão Europeia, Alemanha e Espanha, mas enfrentou resistência de França, maior produtora agrícola da UE, e de outros agricultores.
  • Para avançar, quinze dos vinte e sete Estados-membros, representando sessenta e cinco por cento da população total, precisam concordar; Parlamento Europeu também precisa aprovar antes de entrar em vigor.
  • O acordo reduziria tarifas para a União Europeia em cerca de quatro bilhões de euros, enquanto Mercosul mantém tarifas altas em componentes de carros, laticínios e vinhos; o comércio entre as partes somou cento e um bilhões de euros em dois mil e vinte e quatro.
  • Medidas de salvaguarda foram previstas para suspender importações de produtos agrícolas sensíveis, com controles mais rígidos, fundo de crise e apoio aos agricultores; a aprovação final ainda depende de votos, com expectativa de decisão entre abril e maio.

O bloco europeu deve aprovar nesta sexta-feira a assinatura do maior acordo de livre comércio já negociado pelo EU com o Mercosul, abrindo o caminho para a assinatura entre a Comissão e os países do bloco sul-americano. A negociação começou há mais de 25 anos.

A Comissão Europeia encerrou as negociações há cerca de um ano. Alemanha e Espanha defendem o acordo para ampliar mercados e reduzir dependência da China, compensando tarifas dos EUA e garantindo acesso a minerais críticos.

França, maior produtor agrícola da UE, contesta o texto ao prever aumento de importações de alimentos baratos, como carne e açúcar, pressionando agricultores em toda a UE. Manifestantes bloqueiam estradas na França e em outras capitais.

Passos seguintes e votos

Embaixadores dos 27 encaminham posições na sexta-feira; 15 países respondem por 65% da população da UE para aprovação. Capitais devem enviar confirmação por escrito até segunda-feira.

A assinatura formal ficaria a cargo de Ursula von der Leyen com representantes do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A aprovação do Parlamento Europeu também é necessária para a entrada em vigor.

Concessões e críticas

A UE criou salvaguardas para suspender importações de produtos agrícolas sensíveis e reforçou controles de pesticidas. Um fundo de crise e apoio aos agricultores também foram previstos para reduzir receios.

Críticos ambientalistas e setores agrícolas permanecem céticos, citando impactos climáticos e sociais. Grupos defendem que o acordo não beneficie adequadamente produtores locais nem garanta padrões ambientais.

As autoridades esperam que o acordo reduza tarifas em até 4 bilhões de euros para as exportações da UE e aumente o comércio conjunto, que somou 111 bilhões de euros em 2024.

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