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UE vê Mercosul como saída após perder EUA, diz professor

UE identifica saída de diversificação após perder EUA; acordo Mercosul-UE pode reduzir tarifas e impulsionar indústria e agricultura brasileira

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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  • A União Europeia passou a buscar diversificar mercados após perder apoio dos Estados Unidos e enfrentar tensões com a China, segundo o professor Alexandre Coelho.
  • O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia prevê redução de tarifas e facilitação de acesso a insumos e máquinas, beneficiando agricultura e indústria brasileiras.
  • O avanço do acordo decorre, segundo o professor, de um novo cenário internacional a partir de dois mil e vinte e cinco, quando EUA deixaram de ser aliado da UE.
  • A indústria europeia também está pressionada pela China e pela Rússia, o que acelera o interesse europeu pelo tratado, mas o Brasil precisa enfrentar desafios de adaptação e regulatórios.
  • Agricultores brasileiros podem importar máquinas mais baratas, o que também facilita a renovação do parque industrial do país.

A União Europeia percebeu a necessidade de diversificar seus mercados após perder o apoio dos Estados Unidos e enfrentar tensões comerciais com a China. A avaliação é de Alexandre Coelho, professor de relações internacionais da FESPSP, ao UOL News – 2ª edição, do Canal UOL. O objetivo é facilitar o acesso a insumos, máquinas e reduzir tarifas, beneficiando setores como a agricultura e a indústria no Brasil.

Para o professor, o avanço do acordo entre Mercosul e UE é reflexo desse novo cenário internacional. O tratado pode ampliar as exportações brasileiras, especialmente de commodities, e permitir a importação de máquinas a custos menores, incentivando a renovação do parque industrial nacional.

A análise aponta que a mudança ocorreu ao longo de 2025, quando autoridades europeias reconheceram a perda de aliados estratégicos e passaram a encampar a diversificação como saída para a China e para a própria economia europeia. O movimento reforça o interesse da UE no acordo com o Mercosul.

Coelho destaca que, apesar dos potenciais ganhos, a adaptação da indústria brasileira ao ambiente concorrencial e a conformidade regulatória serão desafios nos próximos anos. As alterações devem exigir ajustes na produção e na qualidade de insumos importados.

Além disso, o professor ressalta que a pressão externa, especialmente dos Estados Unidos, influenciou a percepção europeia sobre o benefício do acordo. A indústria europeia, pressionada pela China e pela Rússia, busca respostas para manter competitividade e reduzir impactos de importações.

Contexto e impactos esperados

Espera-se que o acordo reduza tarifas e facilite a entrada de máquinas na região, contribuindo para a modernização industrial no Brasil. Agricultores também podem se beneficiar com custos mais baixos de aquisição de equipamentos importados. O acordo é visto como uma via para ampliar a diversificação de mercados.

O Mercosul, por sua vez, busca ampliar o acesso a insumos e tecnologias, fortalecendo o setor produtivo regional. A expectativa é de que o acordo amplie a cooperação tecnológica e a integração de cadeias produtivas entre os blocos.

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta em duas edições: 10h e 17h. Aos sábados e domingos, horários distintos são anunciados pela emissora, com cobertura de produção e análises sobre temas econômicos e internacionais.

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