- O Irã está com queda de internet há trinta e seis horas, em meio a protestos anti-governo, com noventa por cento do tráfego externo sumindo.
- Chamadas internacionais parecem bloqueadas e celulares dentro do país ficaram sem serviço, conforme especialistas.
- Autoridades podem manter o bloqueio por mais tempo e, possivelmente, usar uma lista ética de sites permitidos para manter apenas comunicações essenciais.
- O líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, manteve postagens em X durante o blackout, enquanto canais do governo parecem ter algum acesso.
- Analistas avaliam que o nível de censura é sem precedentes, buscando manter apenas o básico e prolongar a interrupção, com referências históricas a ações de Mubarak em 2011.
O Irã mantém um bloqueio intenso de internet há 36 horas, em meio a protestos antigovernamentais que ganham força. A ação é apresentada pela autoridades como resposta aoscilários, com a internet praticamente indisponível em todo o país.
Especialistas dizem que o corte é sem precedentes pela extensão e pela seletividade. 90% do tráfego internacional para o Irã foi interrompido, chamadas internacionais parecem bloquear, e celulares domésticos ficaram sem serviço, segundo análises independentes.
O caso se diferencia de bloqueios anteriores por combinar alcance amplo com filtragem específica, permitindo que alguns canais oficiais permaneçam operacionais. Analistas apontam que o regime busca manter propaganda enquanto restringe o fluxo de informações externas.
A suprema liderança, o aiatolá Ali Khamenei, continuou postando em redes sociais, apesar do bloqueio generalizado. Essa diferença entre o que é cortado e o que permanece ativo evidencia uma estratégia de controle mais refinada.
Especialistas indicam que o governo pode ter criado uma lista de sites permitidos, o que permitiria que autoridades e instituições mantenham alguma conectividade. Telegrams de ofensiva institucional teriam sido menos afetados.
O esforço parece visar manter apenas o essencial para a comunicação governamental, dificultando a organização de protestos e o fluxo de informações independentes. Observadores avaliam que o bloqueio pode durar por um período prolongado.
Impacto técnico e perspectivas
O uso de soluções de conectividade, como redes alternativas, foi alvo de bloqueios, com relatos de interferência até de serviços via satélite. A expectativa é de continuidade do bloqueio, com possíveis breves retornos parciais.
Especialistas ressaltam que o Irã tem investido há anos em aprimorar o controle da internet interna. A ideia é replicar modelos de censura mais fechados, conectando usuários locais sem facilitar o acesso ao exterior.
Analistas indicam ainda que outros países monitoram o caso, para avaliar impactos e estratégias semelhantes. Observação comum é a busca por equilíbrio entre controle estatal e garantia de serviços básicos.
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