- EUA e Dinamarca discutem o futuro de Groenlândia, com o secretário de Estado Marco Rubio e os colegas dinamarqueses e groenlandeses se reunindo na próxima semana, enquanto Bloco presencia uma Groenlândia cada vez mais distante de Copenhagen.
- Groenlândia quer independência; o maior partido de oposição também defende negociação direta com Washington, contornando a dinamarca em alguns temas.
- Groenlândia é estrategicamente relevante, localizada entre Europa e América do Norte, e importante para o sistema de defesa de mísseis dos EUA.
- Dinamarca sustenta Groenlândia com cerca de 4,3 bilhões de coroas dinamarquesas por ano, além de um déficit financeiro estimado de cerca de 800 milhões de coroas dinamarquesas e gastos com polícia, justiça e defesa; o pacote de defesa ártica de 42 bilhões de coroas dinamarquesas foi anunciado recentemente.
- Primeiro-ministro Mette Frederiksen enfrenta ato de equilíbrio político frente à pressão sobre a aliança com os EUA e às eleições deste ano, enquanto Groenlândia pressiona por maior autonomia ou independência.
Denmark enfrenta a questão de Greenland, território em vias de independência há décadas, cuja defesa está sob pressão com a visita prevista de ministros norte-americanos e europeus. A agenda envolve a relação de Copenhagen com Nuuk, a capital, e as implicações para a aliança atlântica.
A crise ganhou força após declarações do governo dos EUA sobre Greenland, elevando o custo político de manter a posse para Copenhagen. Analistas afirmam que a Rússia não é o único desafio estratégico; a dissociação de Greenland aumenta a volatilidade no Ártico.
O governo dinamarquês planeja manter Greenland sob controle institucional, em linha com a lei internacional, segundo declarações conjuntas de líderes de Denmark e Greenland no fim de 2025. O objetivo é preservar a coesão da aliança e a estabilidade regional.
A situação política
Greenland ganha autonomia desde 1979 e novos mecanismos de decisão foram firmados em 2009, reconhecendo o direito à autodeterminação. Hoje, todas as forças políticas groenlandesas apoiam a independência, com visões distintas sobre o ritmo e o formato.
A população groenlandesa tem interesse declarado na autogestão, enquanto o processo de negociação com Washington é visto por Copenhagen como um teste de lealdade e de soberania. A adversidade criada pela influência externa reforça o debate interno.
Impactos financeiros e estratégicos
Copenhagen concede cerca de 4,3 bilhões de coroas dinamarquesas por ano para a economia groenlandesa, com lacuna fiscal estimada em 800 milhões de coroas. O pacote de defesa ártica anunciado recentemente elevou o gasto total próximo de 1 bilhão de dólares.
A região continua sendo ponto-chave para o sistema de defesa de mísseis dos EUA e para a conectividade entre Europa e América do Norte. A importância estratégica é citada por especialistas, mesmo diante de custos crescentes.
Panorama geopolítico
Especialistas ressaltam que ceder Greenland abriria precedente relevante para disputas territoriais entre potências menores e maiores, afetando o equilíbrio mundial pós-1945. O tema permanece central na agenda de relações transatlânticas.
O governo dinamarquês busca manter credibilidade diplomática, mesmo diante de pressões externas. O equilíbrio entre defesa, finanças públicas e processos democráticos molda a trajetória de Copenhagen com Nuuk.
Perspectivas
Analistas destacam que, apesar da prioridade de segurança, há sinais de que o caminho para a independência está avançando lentamente, com Greenland buscando maior autonomia em instituições próprias. O desfecho ainda não está definido.
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