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Meloni desbloqueia acordo com Mercosul após freio político e impõe condições

Itália desbloqueia acordo com Mercosul mediante salvaguardas à agricultura, com garantias sanitárias, controles rigorosos e apoio financeiro aos produtores

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
La primera ministra italiana, Giorgia Meloni, en un acto en Roma.
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  • A Itália, sob a premiê Giorgia Meloni, rompeu a hesitação e apoia o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, viabilizando a assinatura oficial no Paraguai, em 17 de janeiro.
  • O apoio italiano ficou condicionado a garantias para o setor agrícola, incluindo salvaguardas, mecanismos de emergência para frear importações e maior controle sanitário e fitossanitário.
  • O governo italiano também pediu reforço do gasto da Política Agrícola Comum, bloqueio de preços de fertilizantes e apoio financeiro aos produtores afetados pela abertura do mercado.
  • Meloni disse que o aval ocorre apenas com garantias suficientes para os agricultores e com uma revisão das cargas regulatórias internas da União Europeia.
  • A negociação resultou em concessões para a agricultura europeia, permitindo que a Itália libere seu veto, mantendo pressão para cumprir padrões e evitar competição desleal com produtos sul-americanos.

O governo italiano, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, abriu caminho para o acordo de livre comércio entre a União Europeia e Mercosur. O aval final ocorreu na reta final das negociações, com a assinatura prevista para 17 de janeiro no Paraguai. Assinam são 27 países da UE e quatro de Mercosur (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Meloni condicionou seu apoio a garantias europeias para o setor agrícola italiano. Entre as exigências estão: proteção de produtos sensíveis, fundo de compensação, controles fitossanitários reforçados e ajustes no gasto da PAC. Também houve o retorno de mecanismos para frear importações em situações de crise setorial.

A posição italiana foi marcada por cautela durante as negociações, alinhada às preocupações de agricultores e indústria alimentícia. Roma buscou evitar competição desleal com padrões mais baixos de produção dos parceiros sul-americanos, especialmente para setores com denominação de origem.

A chanceler italiana passou a atuar como peça-chave para desbloquear o acordo, transformando reservas em influência na Europa. O governo conseguiu assegurar concessões relevantes para a agricultura europeia, sem abandonar o objetivo de ampliar o comércio com o Mercosur.

Entre as concessões previstas estão medidas para reduzir custos de fertilizantes a curto prazo, mecanismos de emergência para frear importações em caso de distúrbios, e maior rigor em padrões sanitários, ambientais e fitossanitários. Também há um compromisso de financiar compensações a produtores afetados pela abertura.

França e outros parceiros europeus aparecem como veto-chave, e a estratégia italiana ajudou a superar resistências. O acordo pode impactar a economia e a geopolítica da UE, ao consolidar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de consumidores.

No âmbito interno, houve críticas de agricultores italianos e parte da oposição, que apontam assimetrias com as regras aplicadas a importações. Organizações do setor agroalimentar consideram que normas rigorosas não têm igual aplicação às mercadorias vindas do Mercosur.

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