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Milhares de agricultores irlandeses protestam contra acordo UE-Mercosul

Milhares de fazendeiros irlandeses protestam contra o acordo UE-Mercosul, após aprovação dos estados europeus, citando risco a padrões ambientais e aos meios de subsistência

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Many European farmers fear their livelihoods will be undercut by a flow of cheaper goods from agricultural giant Brazil and its neighbours.
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  • Milhares de agricultores irlandeses protestam contra o acordo de comércio entre a União Europeia e Mercosul, em Athlone, Irlanda.
  • Os manifestantes exibem cartazes como “Stop EU-Mercosur” e faixas com a bandeira da UE “sell out”.
  • EUA estados da UE aprovaram o tratado, apesar da oposição da Irlanda e da França.
  • A Associação de Agricultores da Irlanda (IFA) disse que o resultado foi “muito decepcionante” e que buscará apoio parlamentar para rejeitar o acordo.
  • Autoridades expressaram preocupação com padrões ambientais e com o risco de produtos do Mercosul comprometerem normas exigidas para a produção na UE.

Os agricultores irlandeses realizaram um protesto em Athlone, no centro da Irlanda, contra o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul. A mobilização ocorreu no sábado, um dia após os estados da UE aprovarem o tratado, apesar da oposição de Dublin e Paris. Os manifestantes ocupavam estradas, com faixas como “Stop EU-Mercosur” e bandeiras da UE com o lema “sell out”.

O movimento foi organizado pela Irish Farmers’ Association (IFA), principal sindicato do setor. O presidente da IFA, Francie Gorman, classificou o resultado como “muito decepcionante” e afirmou que o grupo prosseguirá para pressionar parlamentares europeus a rejeitarem o acordo na próxima etapa.

Entre as preocupações, destacam-se impactos sobre a renda de produtores locais diante de uma possível entrada de produtos mais baratos. O primeiro-ministro irlandês Micheál Martin foi mencionado por manifestantes, que afirmaram existir dúvidas sobre o respeito às normas ambientais e de bem-estar animal exigidas pela UE.

O acordo Mercosul, que ainda depende da aprovação de maioria dos eurodeputados, criaria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo entre a UE e o bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Empresários recebem o texto com otimismo, enquanto agricultores temem redução de padrões e competição desigual.

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