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Trump assina decreto para proteger receitas venezuelanas retidas em EUA

Trump assina decreto para proteger receitas do petróleo venezuelano retidas nos EUA, visando evitar embargos e sustentar a política externa americana

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira um decreto que coloca sob proteção especial ativos venezuelanos nos EUA, incluindo receitas do petróleo, para evitar embargos.
  • A medida, anunciada pela Casa Branca, busca promover os objetivos da política externa americana e foi apresentada após reunião com altos executivos do setor de petróleo.
  • A ExxonMobil afirmou que não é possível investir na Venezuela sem reformas nos sistemas comercial e jurídico do país; a Chevron é a única empresa norte‑americana com licença para operar lá.
  • A ordem declara uma emergência nacional para proteger as receitas do petróleo venezuelano em contas do Tesouro dos Estados Unidos contra embargos ou ações judiciais.
  • A Venezuela, sancionada desde 2019, detém cerca de um quinto das reservas mundiais de petróleo; a ação acontece pouco depois de uma operação para capturar Maduro e Cilia Flores, na qual mortes foram registradas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para proteger de forma especial os ativos venezuelanos mantidos no país, incluindo as receitas do petróleo. A medida visa impedir embargos ou ações judiciais sobre esses recursos.

A assinatura ocorreu na sexta-feira, 9, segundo anunciou a Casa Branca. A justificativa oficial é promover os objetivos da política externa americana e reforçar a estabilidade econômica e política na Venezuela.

A medida surge após uma reunião em Washington entre Trump e altos executivos do setor de petróleo, na qual o presidente pediu investimentos na Venezuela. O decreto declara uma emergência nacional para proteger as receitas do petróleo venezuelano.

O tema encontra resistência entre empresas do setor. O diretor-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que investir na Venezuela depende de reformas nos sistemas comercial e jurídico do país, o que não tem ocorrido.

Historicamente, a Venezuela já foi grande fornecedor de petróleo aos EUA. Empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram o país em 2007, após disputas com o governo venezuelano. Hoje, apenas a Chevron opera com licença nesse contexto.

A medida também se conecta a tensões recentes entre Washington e Caracas. Na semana anterior, autoridades americanas anunciaram uma operação para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Nova York, sob acusação de narcotráfico, provocando confrontos com militares venezuelanos e cubanos.

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